Ecoturismo

A beleza e a magia da Serra do Cipó

8 de agosto de 2005

A maior diversidade vegetal do mundo e cavernas com inscrições e desenhos de peixes e mamíferos







As quedas d’água compõem um cenário singular na Serra do Cipó






A escadaria que leva à Igreja de Santa Rita, na cidade do Serro






José Carlos Carvalho, hoje secretário-executivo do MMA, inaugurou em setembro de ‘98, quando secretário do Meio Ambiente de MG, as obras do Parque da Serra do Cipó: Centro de Visitantek, Portaria Central, Laboratórios e Administração






Água, rochas e uma variedade incrível de plantas e flores convivem no Parque Nacional da Serra do Cipó


O parque
Com 33.800 hectares – quase tão grande quanto o município de Belo Horizonte, o Parque Nacional da Serra do Cípó está a 100km da capital mineira. Localizado na Serra do Espinhaço, que nasce na região do Vale do Tripuí, em Ouro Preto, estendendo-se até o sertão da Bahia, onde se forma a Chapada Diamantina, de parque estadual (1975), foi transformado em nacional, em 1984.


O Espinhaço é o divisor de águas das bacias do São Francisco e dos rios Doce, Jequitinhonha e Mucuri. A Serra do Cipó, antes conhecida como Serra da Vacaria, era o caminho natural dos bandeirantes, em busca de ouro e pedras preciosas que, por essas trilhas, aportaram lá para as bandas do Arraial do Tejuco, hoje Diamantina.


O rio Cipó e seus formadores, os ribeirões Mascate, Bocaína, do Peixe e da Bandeirinha, banham a região, juntamente com os inúmeros córregos que formam piscinas naturais, como a Lagoa Comprida, e várias cachoeiras.
As mais conhecidas pelos turistas são a Véu da Noiva, Farofa e Andorinhas, porém, uma das atrações de extraordinária beleza, talvez a mais suntuosa de toda a região, é a Ravina das Bandeirinhas, um vale profundo, formado por um canyon de paredões de rocha bruta, por onde corre o ribeirão da Bandeirinha.


A aventura não poderia faltar neste lugar, onde o papel de Indiana Jones pode ser facilmente interpretado, basta uma boa dose de audácia e coragem. O rol de emoções vai do simples passeio à cavalo, até o trekking, mountain bike e os mais radicais como o rappel e canyoning. A empresa Terra Viagens Ecológicas promove esses programas, dentro de viagens semanais à Serra do Cipó. Para quem deseja um lazer mais tranquilo, em acampamentos, ao chegar, as pessoas e famílias já encontram até as barracas prontas e instaladas.


Morro da Pedreira
Quando se vê no mapa que delineia o Parque Nacional da Serra do Cipó, as linhas que demarcam a área do Morro da Pedreira, ao seu redor, a impressão que se tem é que o Parque está envolvido por um grande abraço. como que bem guardado. As cidades do entorno, hoje, representam as grandes aliadas na luta pela preservação do parque, graças a uma nova filosofia de trabalho, desenvolvida pelo IBAMA, de conscientização das pessoas, que passaram a enxergar, nos parques, um importante instrumento para o desenvolvimento da região como um todo.


Criada em janeiro de 1990, através do Decreto Federal n0 98.891, a Apa-Morro da Pedreira, surgiu da necessidade de garantir a proteção do Parque Nacional da Serra do Cipó – terceiro parque nacional a ser construído em Minas – e o complexo paisagístico de parte do maciço do Espinhaço.
A preservação do Morro da Pedreira, sítios arqueológicos, a cobertura vegetal, além da fauna silvestre e dos mananciais, fundamental ao ecossistema da região, também estão sob sua proteção. 


A Apa-Morro da Pedreira abrange áreas dos municípios de Santana do Riacho, Conceição do Mato Dentro, Itambé do Mato Dentro, Morro do Pilar, Jaboticatubas, Taquaraçu de Minas, Itabira e José de Melo, no Estado de Minas Gerais, e restringe a realização de atividades que venham causar alterações ambientais, como as atividades industriais potencialmente poluidoras, capazes de afetar mananciais de águas, ou as que podem provocar a erosão das terras ou assoreamento dos rios.


Uma das maiores finalidades da Área de Proteção, que possui, ao todo, 66.200 ha, é fiscalizar a exploração de mármore nas encostas da serra que se erguem ao longo da cadeia do Espinhaço, além de atividades que possam ameaçar espécies raras de animais e vegetais, ou comprometer as condições ecológicas locais, principalmente na chamada Zona de Vida Silvestre, onde se concentra o conjunto de animais e vegetais da região, exigindo cuidados ainda mais rigorosos. Por isso, os turistas – sobretudo aqueles acidentais, que se cuidem!


Parceria e consciência
Não adianta ter fiscalização, se não houver uma consciência por parte das pessoas”, é o que garante Jáder Figueiredo, superintendente do Ibama em Minas Gerais, que, no final de setembro inaugurou, no Parque Nacional da Serra do Cipó, novas obras de infra-estrutura e apoio turístico.
O IBAMA assinou um termo de cooperação com a Associação Comunitária “João Nogueira Duarte”, quando foram criadas as brigadas de combate a incêndios florestais em toda aquele cenário mágico.
Houve, também, a assinatura de outro importante aditivo ao documento de parceria já existente com o Unicentro Newton de Paiva, visando o ordenamento do ecoturismo e da educação ambiental dentro e fora do parque.


O objetivo é transformar pessoas da comunidade em guias turísticos, dando, à elas a oportunidade de explorar a própria potencialidade, o que as tornará capazes para prestar todas as informações possíveis ao turista, como a importância dos campos rupestres, alertando sobre as espécies endêmicas e detalhando aspectos da vida animal, dos acidentes geológicos, dos tipos e origens das rochas, enfim, ensinar a maneira como usufruir de um parque com consciência, aprendendo a lidar com a natureza.


Jáder Figueiredo enfatizou a importância do trabalho desenvolvido em parceria e da igual participação da comunidade na escolha das obras de reestruturação desses parques que, com a abertura do turismo, devidamente controlado, e na medida em que os mesmos passam a ser melhor estruturados, vão surgindo mais pousadas e atrativos na região, o que acaba gerando investimentos, empregos e aumentando a arrecadação do município.


“É importante que alguns serviços sejam realizados através de concessões, e que a concessão seja feita na própria comunidade, porque não tem sentido o órgão público administrar um bem que é patrimônio desta comunidade”, esclarece o superintendente, enfatizando a importância de interagir em conjunto – seja com órgãos ambientais do Estado, empresas privadas ou mesmo ONG`s. O melhor exemplo é o que já ocorre na Serra da Canastra, região sudoeste de Minas, onde o Grupo Curupira realiza um trabalho financiado pelo Ministério do Meio Ambiente, o PED – Plano de Execução Descentralizada, que consiste em promover a educação ambiental (destinação correta do lixo, entre outras coisas), trabalhando as prefeituras do entorno do parque para que as mesmas possam ter o seu aterro sanitário.


De Hugo Werneck a  Burle Marx
A princípio, quando pesquisadores como Hugo Werneck, José Rabelo de Freitas e alguns outros levaram ao então IBDF a idéia da criação de um parque, as reações não foram das melhores, pois dizia-se que nada havia lá no alto, além de pedras e água.
O que poucos supunham, entretanto, é que o lugar guardava a riqueza e variedade das plantas dos campos rupestres, ou campos de altitude – tipo exclusivo de vesgetação que floresce no alto de algumas montanhas brasileiras, em altitudes superiores a 900m.


Nos campos rupestres, ecossistemas onde os vegetais vivem em cima das pedras, ocorre a maior diversidade de espécies endêmicas, plantas restritas a uma única área, além de cerrados e matas de galeria, responsáveis, hoje, por uma das floras mais diversificadas do nosso Planeta, capaz de abrigar, em determinados campos de altitude, até mais de 100 espécies diferentes de plantas por metro quadrado.
“A variedade encontrada em um metro quadrado na Serra do Cipó, é maior do que em um quilômetro quadrado da Amazônia”, garantiu Burle Marx, ao explorar o local, na década de 70.


As flores da Serra do Cipó, principalmente as sempre-vivas, são artigos de exportação, com grande demanda nos mercados japonês, norte-americano e europeu. As matas de galeria guardam, também, espécies importantíssimas, como o pau-tombo, a copaíba, o limãozinho, as praíbas, as almecegueiras, os crótons e as samabaiaçus.
 Em aproximadamente 150 quilômetros quadrados, concentram-se mais de 1.500 espécies de 106 famílias de angiospermas – ou seja, grupos de plantas floríferas superiores.


Mais informações:
http://www.geocities.com/Yosemite/1219/cipo.htm
http://aventura.vserver.com.br/l_serracipo.html
http://www.task.com.br/cipfani/taboleir.htm


SUMMARY


The Magical Beauty of the Serra do Cipó


On one side, a mountain range of marble, quartzite and sandstone. On the other, fields across which are spread a natural garden, flowering year-round with evergreens, manacás, Easter lilies, ipês, bromeliads and cacti, among the most divers species of orchids and a profusion of daisies.
The rich native fauna of reptiles, amphibians, insects and birds thrills the senses, along with mammals such as anteaters, pacas, capibaras, and maned wolves, asa well as typical birds such as the tié-Sangue and the pigeon hawk.
All this is combined with a landscape scattered with valleys and peaks rising to more than 1500 m revealing the beauties of a paradise that was once submerged during the unimaginable past 1.7 billion years ago, when according to geologists the area was covered by an arm of the sea the size of the Red Sea separating the Arabian Peninsula from Africa.  We find ourselves in the Serra do Cipó in Minas Gerais.
This place is home to the world’s greatest floral diversity. Traces of the past immortalize a moment in the cave art found in this region, in caverns with carvings and drawings of fish and mammals.
The mild high-altitude climate, averaging 18°C, gives an edge to a mystical, contemplative, magical atmosphere.  Many residents attest to the strange phenomena that happen almost every day: lights that glow, stars that move, meteorites that suddenly fall out of the sky, and even strange sounds not heard in any other place.
The place seems to draw us– not only us humans, but, according to UFO buffs, aliens as well, attracted to what is considered one of the strongest points of the so-called quadrilateral of flying saucers in the center of Brazil.  While these mysteries and secrets become entangled, the spirit seems to seek, in ancient time, the imagination, lost in the midst of an incontestable reality.  You are entering the Serra do Cipó.

Ecoturismo

Rio Grande do Sul: o estado da aventura

12 de fevereiro de 2004

    A partir do programa maior “Viajando pelo Rio Grande”, que fez um diagnóstico da situação turística do estado, está surgindo o plano de trabalho “Rio Grande do Sul – o estado da aventura”. Recentemente, a secretaria estadual de turismo promoveu um seminário com 40 operadores ecoturísticos de ar, água e terra, classificando e cadastrando… Ver artigo

    A partir do programa maior “Viajando pelo Rio Grande”, que fez um diagnóstico da situação turística do estado, está surgindo o plano de trabalho “Rio Grande do Sul – o estado da aventura”.
Recentemente, a secretaria estadual de turismo promoveu um seminário com 40 operadores ecoturísticos de ar, água e terra, classificando e cadastrando atividades e roteiros que até então nem se ouvira falar.


Desenvolvimento participativo
O diagnóstico feito para o setor contemplou quatro grandes problemas a enfrentar, relata o secretário estadual de turismo, Milton Zuanazzi:
1. A falta de consciência das comunidades sobre o turismo e como se organizar para receber os visitantes;
2.  A falta de uma política integrada para o setor, gerando ações desencontradas e competição pelo turista inercial, aquele que está passando, sem a busca de novos visitantes de fora para dentro;


3. A baixa profissionalização do setor, tanto na área pública como privada;
4. A indefinição na comercialização do produto turístico, sendo o setor formado 90% por micros e pequenos empresários.


O caminho encontrado para enfrentar esses problemas foi unir esforços institucionais e comerciais num trabalho coletivo e participativo. Um dos resultados mais visíves é o aumento do número de agências de turismo trabalhando com receptivo em todo o estado: se há poucos anos eram em torno de meia dúzia, agora chegam a 60.


O trabalho envolveu a criação de um fórum com quatro delegados de cada uma das 22 regiões administrativas, num total de 88 pessoas. Buscando integrar turismo, transportes e meio ambiente, buscou-se a participação de 18 órgãos governamentais e 15 universidades.


Cada uma das regiões administrativas criou o seu fórum regional de desenvolvimento participativo, com as entidades representativas do setor, ONGs, agências e instituições de ensino.


Com essa estrutura foi possível chegar a políticas comuns, promovendo intercâmbio entre as agências e capacitando profissionais com apoio do  Senac e do Sebrae.


No ano passado, já deu para mostrar  que é possível fazer turismo organizado no estado para o próprio gaúcho, quando se promoveu em Porto Alegre o I Salão Gaúcho de Turismo. Este ano, o evento acontece em sua segunda edição não mais em junho, quando o frio é de lascar, mas em abril, quando a temperatura está amena. A mudança é estratégica para que o salão receba agora participantes de fora do estado num clima mais propício para   realizar negócios e se aventurar nos roteiros.

Ecoturismo & Preservação Ambiental

Parque Nacional do Caparaó: mais melhorias pela conservação

30 de janeiro de 2004

Ministro José Carlos Carvalho, do MMA, e Rômulo Mello, presidente do Ibama, inauguraram obras no valor de quase dois milhões no Caparaó

SUMMARY


 



O Pico da Bandeira, terceiro mais alto do Brasil,
é um dos principais atrativos do Parque

Sob a beleza e pujança do Pico da Bandeira, que reina majestoso com seus 2.890 metros de altitude, na divisa de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó recebeu agora em novembro um novo Centro de Visitantes, na entrada pela Portaria de Pedra Menina. Além do ministro José Carlos Carvalho e do presidente do Ibama, Rômulo Mello, estiveram presentes outras autoridades como o secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais, Celso Castilho, os gerentes executivos do Ibama em Minas Gerais, Jader Figueiredo, e no Espírito Santo, José Pedrosa. Localizado na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque do Caparaó abrange uma superfície de 31.800 hectares. Fica distante 372 km de Belo Horizonte (MG); 221 km de Vitória (ES) e 450 km do Rio de Janeiro. Destaca-se a presença do Pico da Bandeira, com 2.890 metros – o terceiro mais alto do Brasil. Nas partes mais baixas, a Mata Atlântica domina a paisagem, mas vai cedendo espaço à formação de campos rupestres, conforme a altitude se eleva.


O Pico da Bandeira hoje é o atrativo principal turístico para a região. Para descentralizar o crescente fluxo de turistas, o parque, em parceria com vários segmentos da sociedade civil, tem trabalhado para o desenvolvimento das comunidades do entorno. Segundo o chefe do parque, Estevão Marchesini Fonseca, o parque mostra às comunidades os ecossistemas protegidos numa unidade de conservação de uso indireto, trazendo para o entorno o desenvolvimento sustentável com o melhoramento do agro e ecoturismo na região, gerando fonte alternativa de renda e emprego para as comunidades.


Turismo Cama e Café – Diversos projetos vêm sendo desenvolvidos em parceria pelo Ibama na região. Como exemplo, o Projeto Cama e Café que completou dois anos de implantação. Pequenos proprietários do entorno foram capacitados para receber em suas residências turistas que freqüentam o parque. Eles vivem o dia-a-dia da família que os hospedam. Pernoitam, fazem as refeições e participam de tarefas da propriedade, como colher café, fazer rapadura, doces e andar a cavalo. Podem adquirir produtos artesanais produzidos pelos proprietários ou pelos próprios turistas. Todas as propriedades participantes do projeto são sinalizadas, bem como existem placas indicativas espalhadas nas estradas, facilitando o acesso. Quem quiser experimentar é só ligar para Cláudia, da Secretaria de Educação e Turismo do município de Dores do Rio Preto: (28) 3559.1102.



No contorno das montanhas do Caparaó, a face de Cristo deitado


Caparaó ganha infra-estrutura de apoio ao turismo
As obras de construção dos centros de visitantes, de um camping para 150 pessoas, de calçamentos e os trabalhos de educação ambiental com os moradores do entorno do parque significam mais conservação e melhor atendimento aos turistas.


Projeto Doces Matas – Dentro do Projeto Doces Matas/GTZ, desenvolvido pelo Parque Nacional do Caparaó e comunidades, foram adquiridos e doados maquinário para o município de Dores do Rio Preto e o distrito de Galiléia, pertencente ao município de Caparaó. Foram capacitadas vinte pessoas em cada oficina, para transformar o bambu em diversos artigos de artesanato, como cadeira, mesa, colheres, abajur, porta-guardanapo, porta-retrato.
Ainda dentro do Projeto Doces Matas existe um trabalho de educação ambiental nas escolas do entorno, denominado “Nós Somos Vizinhos de um Parque Nacional”. Desenvolvido desde o início de 2001, o projeto identificou a pouca percepção da comunidade da finalidade do parque. O objetivo inicial é divulgar a unidade de conservação e o seu propósito. Dezenove escolas do ensino fundamental, no entorno imediato da unidade, são alvo de ação ambiental. No momento, trabalham com o tema Lixo – problema comum às comunidades.


As águas do Zé Pedro
Projeto de Recuperação Ambiental do córrego do Bonfim – município de Manhumirim. O rio Zé Pedro nasce dentro do parque e divide Minas e Espírito Santo. Na primeira comunidade, após o rio sair do parque, que joga todo o seu esgoto no rio, estão sendo construídas fossas sépticas em todas as casas – 180 – além de ações de educação ambiental. Posteriormente trabalharão com a recuperação de áreas degradadas. Parceria: Parque Nacional de Caparaó, Prefeitura de Manhumirim, Emater, Ministério do Meio Ambiente, Associação Comunitária do Bonfim.
Parceria entre o IEF, a Emater, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a Pastoral da Juventude capacitou os agricultores do entorno e difundiu novas técnicas de cultivo e manejo do solo.
O conjunto de obras ficou em um milhão e cem mil reais, dotando o parque de infra-estrutura de apoio ao turismo.


Centro de Visitantes
Construído a 80 metros da portaria de Pedra Menina (ES), é um local apropriado para o turista ter todas as informações sobre o parque. Com posto ambulatorial, sanitários femininos, masculinos e para deficientes físicos; lanchonete, cozinha, área de serviço, escritório administrativo, área para exposição, loja para venda de recordações, sala multiuso e estacionamentos.


b) Macieira – área de camping: Capacidade 150 pessoas. Com lava-pratos e sanitários feminino e masculino, com aquecedor a gás para água. Posto de guarda, com dois quartos, cozinha, banheiro, sala e área de serviço. Oito churrasqueiras, com pia individual e mesas para até dez pessoas. Toda iluminação das instalações utiliza o moderno sistema fotovoltáico – que capta não só a luz solar, mas também qualquer luminosidade – ou seja, durante o dia, mesmo com o tempo nublado as baterias automaticamente são recarregadas, permitindo a utilização de lâmpadas e eletrodomésticos.


c) Calçamento – Da portaria Pedra Menina até a área de camping denominada Casa Queimada são 8km de estrada, sendo que foi realizado o calçamento de trechos críticos intermitentes, num total de 4km, com canaletas e bueiros, utilizando todas as técnicas de escoamento de água.


Centro de Visitantes – As novas obras, já iniciadas em outubro, estão orçadas em 720 mil reais: Centro de Visitantes (Portaria Alto Caparaó) – reforma e ampliação; construção de alojamento para brigadistas, com dois andares, quatro apartamentos, refeitório e depósito; reforma dos postos de guardas das áreas de camping Tronqueira, Santa Marta e Pedra Roxa; além de calçamento de quatro mil m2. Segundo o presidente do Ibama, Rômulo Mello, as melhorias de infra-estrutura somadas ao trabalho de educação ambiental e ao atendimento aos moradores para criarem condições de receber turistas em sua casa significam mais conservação e muito mais melhorias para os ecoturistas.