EDITORIAL

Caro Leitor

22 de novembro de 2008

Barak Obama e o meio ambiente A eleição foi histórica e não faltaram simbolismos. Bateu todos os recordes. Foram mais de 136 milhões de eleitores diretos e uma torcida fantástica por todos países do mundo, inclusive no Japão, onde há uma cidade chamada Obama. No Quênia, terra de seu pai, os meninos nascidos no dia… Ver artigo

Barak Obama e o meio ambiente


A eleição foi histórica e não faltaram simbolismos. Bateu todos os recordes. Foram mais de 136 milhões de eleitores diretos e uma torcida fantástica por todos países do mundo, inclusive no Japão, onde há uma cidade chamada Obama. No Quênia, terra de seu pai, os meninos nascidos no dia da eleição, 4 de novembro, receberam o nome de Obama. Não faltaram motivos: foi eleito um jovem negro de 46 anos, advogado de carreira brilhante, senador e Democrata. Até então, presidente negro nos EUA, só em filme. No Brasil, nem em filme.
Mas nada se compara ao recorde das expectativas: bilhões de pessoas esperam que Barack Obama, filho de um economista queniano-muçulmano e de uma antropóloga norte-americana, seja a grande esperança do mundo e promova a tolerância étnica. Nessa edição, a Folha do Meio mostra os pontos principais da agenda ambiental do presidente eleito dos Estados Unidos.
As inovações são inúmeras com Obama. Além da mistura multiétnica, ele foi criado no Havaí pela avó materna, uma dona-de-casa, e foi surfista por muitos anos. Experimentou drogas e abandonou ao perceber que era “uma perda de tempo muito grande”, como ele mesmo disse em entrevistas às TVs de seu país. Casou com uma mulher negra, como ele, e também advogada.
Obama continuou morando em Chicago, apesar do mandato como senador Democrata o levar à capital Washington. Tem duas filhas e costuma levar as meninas à escola. E, mais uma surpresa, prometeu um cachorrinho às meninas, para morar na Casa Branca, mesmo com a alergia da mais nova, Malia. Não faltaram reações internacionais. No Peru, a proprietária de um canil que cria uma raça sem pelos, procurou à embaixada dos EUA em Lima para doar um cãozinho totalmente careca, chama-se Machu Picchu.
É impressionante o que a eleição de Obama causou de impacto pelo mundo afora. Em 2005, o presidente eleito foi ativista de uma campanha em favor da adoção de cães abandonadas, em especial os com algum tipo de seqüela, e até posou com um poodle sem uma patinha no colo, em frente ao Congresso.
Mas o mais importante mesmo ainda está por vir. O presidente eleito promete rever a política ambiental dos EUA, ou a falta dela, a começar pelos combustíveis fósseis.
Obama está ao lado daqueles que defendem o uso do biocombustível, menos poluente, e a fabricação de carros híbridos. No entanto, o novo presidente assume em um momento de crise financeira internacional. Cenário que não havia sido considerado por nenhum dos candidatos durante suas campanhas. Este é um fato novo, herdado de Bush, que pode ser um grande complicador para Obama. Como escreveu William Kristol no jornal New York Times: “O ano foi bom para os Democratas, mas continuamos a viver em um país de centro-direita. Os conservadores e o Partido Republicano terão chance real de recuperar sua posição, a menos que a capacidade do novo presidente transforme votos que resultaram basicamente da oposição a Bush em uma base para uma nova era de liberalismo.
Aqui na Folha do Meio, nós estamos torcendo por você Obama!


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