Pesquisa e Literatura

Embrapa amplia serviço de comunicação

8 de agosto de 2005

Além das publicações destinadas a especialistas, a Embrapa também lança livros para donas de casa, estudantes e interessados por agricultura e meio ambiente.

A Embrapa vai além das ciências. Uma das unidades mais novas da Embrapa não é nenhum centro de pesquisas. É a Embrapa Produção e Informação, criada em 1991, que facilita o trabalho de divulgação dos resultados de pesquisa de toda empresa. O serviço de produção e informação atinge não somente os produtores rurais, mas muitas outras pessoas que se interessam pelo assunto. Depois de ter sido feito um planejamento estratégico, verificou-se novas áreas nas quais a Embrapa poderia atuar. É o caso de estudantes, donas de casa de centros rurais e urbanos e empresas públicas e privadas.
Segundo o gerente-geral da Embrapa Produção de Informação, Lúcio Brunale, no ano de 1998 houve uma mudança quanto a definição das publicações. O Governo Federal estabeleceu prioridades, onde deveriam ser feitas pesquisas. Baseando-se nisso, a Embrapa adotou-as como base para suas publicações.
Mas, além dos livros, a Embrapa também produz vídeos, com uma linguagem que facilita o entendimento dos produtores rurais. Esses vídeos orientam os produtores a aplicar as tecnologias disponíveis de maneira mais eficiente.
A Embrapa também terceiriza e co-produz seus livros e vídeos por meio de parcerias com outras entidades. O “Atlas do Meio Ambiente do Brasil”, por exemplo, foi produzido em parceria com a editora Terra Nova. “A intenção não é competir com outras editoras, e sim aliar-se a elas para a produção dos seus livros”, explica Lúcio Brunale.


Questões ambientais
É bom saber que para que uma publicação seja editada, a Embrapa faz um estudo identificando a demanda sobre o tema. Isso inclui as dúvidas mais freqüentes dos produtores, procura a unidade de pesquisa e, a partir daí, a definição dos autores que vão escrever o livro.
Quando sentiu a necessidade de atender a outro público, que não fosse o produtor rural, a Embrapa identificou as donas-de-casa como ótimas consumidoras da informação produzida nas unidades de pesquisa. Com essa constatação, decidiu-se publicar livros de receita, no caso “Delícias do Caju”- publicação só de receitas – e, “Trigo para o Abastecimento Familiar” e “Fruteiras da Amazônia” – livros que trazem muitas receitas junto com os assuntos abordados.
Ainda pensando na diversificação do seu público, a Embrapa lançou uma coleção paradidática. A idéia partiu de um sub-projeto da Câmara dos Deputados que detectou uma deficiência no ensino de questões agropecuárias e ambientais nas escolas brasileiras. Para preencher essa lacuna, vem sendo produzido um livro por ano para esse público. A primeira publicação editada aqui foi o “Atlas do Meio Ambiente do Brasil”, que já vendeu mais de 75 mil exemplares.


João das Alfaces
Algumas das publicações que mais fazem sucesso são as voltadas para o público infanto-juvenil. São histórias contadas a partir de temas relacionados ao desenvolvimento ambiental. O livro “A História do Seu João das Alfaces”, por exemplo, conta sobre um plantador de alfaces que vê seu trabalho prejudicado pelo uso excessivo de agrotóxicos. Conceitos como consórcio, reciclagem e rotação são colocados de maneira a conscientizar as crianças da importância de se cuidar bem da lavoura.
Outra publicação infantil é “A Aventura de Plantar”. A partir da chegada de dois ET’s na Terra, o menino Emílio faz uma viagem pela  formação agrícola brasileira. O livro fala das conseqüências dos ciclos exploratórios e a necessidade de se preservar os recursos naturais do País. Ainda com o intuito de conscientizar as crianças, outra publicação “Assembléia dos Bichos” trata da extinção dos animais em conseqüência da devastação florestal, principalmente no Brasil, que por possuir a maior fauna e flora mundial vai ser gravemente afetado.
Uma publicação mais voltada para jovens estudantes é o “Atlas do Meio-Ambiente do Brasil”. Diferente das livros convencionais, esse atlas traz informações que estimulam os estudantes a pensar e a refletir sobre questões ambientais. Junto com o mapa, o livro traz textos que tratam de questões como explosão demográfica, crescimento urbano, poluição do ar e da água, desmatamento florestal e outros conceitos ligados ao tema. Muito mais que uma fonte de dados essa publicação mostra a importância da questão ambiental para todos.


Horta Em Casa
Para quem sempre sonhou em fazer uma horta no quintal de casa, ou até mesmo na varanda do apartamento, a coleção “Plantar” é uma ótima opção. Em formato de bolso, os livros ensinam qual a melhor maneira de se cultivar diversos tipos de frutas e verduras, sempre trazendo ilustrações. As publicações também trazem informações sobre as variedades que existem no Brasil, o clima e solo apropriados, as doenças e pragas mais comuns, bem como a maneira de controlá-las. O preço dos livros é bem acessível, R$ 5,00.
O valor nutricional de cada alimento é representado por uma tabela indicando seus teores médios de vitaminas e minerais a fim de que o produtor possa fazer uma comparação, ou até mesmo se interessar em cultivar outros produtos.


Guia da fruta
Você sabia que além de ser uma excelente fonte de vitamina C, o caju também é rico em vitamina A e Complexo B? Sabia que a sua castanha é rica em proteínas e gorduras? Essas e outras respostas estão em “Delícias do Caju”, um livro de culinária especial. Especial porque além das receitas colhidas em todo o Brasil, ele traz informações sobre qual a melhor maneira de cozinhar o caju para que ele não perca o seu valor nutricional.
Muitas pesquisas foram feitas tornando o livro um completo guia da fruta. No final, ele traz um glossário explicando os termos usados nas receitas, como o que é banho-maria e o que são claras em neve, uma tabela de medidas, e dicas que vão desde como fazer o despolpamento e o acondicionamento da fruta, até técnicas de envasamento de compotas .
“Trigo para o abastecimento Familiar” e “Fruteiras da Amazônia” também trazem diversas receitas, apesar de não serem exclusivamente de culinária.
Agenda ecológica
A Embrapa Produção de Informação em parceria com a Embrapa Pantanal, lançou a “Agenda Ecológica Peixes do Pantanal”. A agenda traz ilustrações dos 27 mais belos exemplares da fauna aquática pantaneira. Os desenhos feitos por Álvaro Nunes, um dos artistas científicos mais conceituados do país, vêm acompanhados de textos descritivos em português e inglês.
As agendas ecológicas produzidas pela Embrapa com um tema diferente a cada ano, têm por objetivo divulgar a biodiversidade dos ecossistemas brasileiros, tornando a população cada vez mais consciente da importância de preservar o meio ambiente.


Maiores informações ou pedido de compra dos livros e agendas:
E-mail:
brunale@spi.embrapa.br
Fone: (061) 348-4236 / 4155 / 0675
Fax: (061) 340-2753
End: Embrapa Produção de Informação
Av. W3 Norte – Parque Rural
70770-901 – Brasília/DF


SUMMARY


Embrapa Production and Information


Embrapa has gone beyond science.  One of its newest departments is not a research center.  Created in 1991, Embrapa Production and Information facilitates the work of sharing the results of research from all its departments, so that the information generated can reach not only rural producers but other interested people as well.  After reevaluating its strategic planning, Embrapa identified new areas in which it could be of service, such as among students, homeowners, urban and rural centers, and public or private enterprises.
According to the general manager of Embrapa Production and Information, Lúcio Brunale, the direction of these publications changed in 1998.  The Federal Government established new priorities for research. Based on these guidelines, Embrapa adopted a new policy for its publications.
Apart from books, Embrapa also produces videos, with a language suited to the understanding of the rural producers,  These videos orient these producers in the application of available technologies to increase their efficiencies.
Embrapa also sub-contracts as well as co-produces these books and videos in partnership with other organizations.  For example, the “Environmental Atlas of Brazil” was produced in partnership with the publisher Terra Nova.  “Our aim is not to compete with other publishers, but rather to work together with them in producing these books,” explained Lúcio Brunale.


Embrapa-Cerrados monitora fauna e flora em projeto de colonização


A mensuração do impacto ambiental causado pela implantação de lavouras e pastagens, a análise da manutenção ou redução das populações de insetos e espécies vegetais, a seleção dos agrotóxicos menos prejudiciais para uso nas culturas e as possíveis alterações nos lençóis freáticos são alguns dos temas que estão sendo estudados por pesquisadores da Embrapa Cerrados – unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária localizada em Planaltina/DF – no Projeto de Colonização da Cooperativa Agro-Pecuária Batavo Nordeste, em Balsas, nos cerrados do Maranhão.


A pesquisa está medindo, ano a ano, a composição e a diversidade de espécies de insetos, de árvores e de herbáceas. No momento os trabalhos estão analisando o impacto ambiental causado pelas novas lavouras e colhendo dados para o conhecimento da biodiversidade da região e de sua preservação. Até agora não foi observada redução dessa biodiversidade, segundo o biólogo Amabílio Camargo, da Embrapa Cerrados e coordenador da pesquisa. A longo prazo, esta e outras pesquisas permitirão indicar aos produtores os agrotóxicos menos prejudiciais e mais seletivos que eliminem apenas os insetos que atacam as culturas.


Apesar da pesquisa não estar ainda concluída, a Embrapa Cerrados já dispõe de alguns manejos e tecnologias para adoção imediata por parte dos produtores, como a indicação de inseticidas piretróides (menos prejudiciais), controle biológico, variedades de soja, feijão e arroz resistentes a doenças – o que evita ou diminui a incidência dessas doenças, eliminando ou pelo menos reduzindo a aplicação de agrotóxicos – além de manejos adequados.


Mariposas e morcegos, importantes para a agricultura
A pesquisa da Embrapa Cerrrados está analisando principalmente as mariposas porque estes insetos constituem 90% das pragas da agricultura, mas somente 5% das espécies de mariposas são pragas. Isto significa que no momento a aplicação de inseticidas químicos genéricos está matando também os 95% de mariposas, que são inofensivas e algumas são até úteis às lavouras.
A preservação de mariposas e morcegos é importante não somente para a biodiversidade, mas também para a própria agricultura, segundo explica Amabílio Camargo. As mariposas são insetos polinizadores, o que significa que a redução de sua população leva também à diminuição da vegetação e de aves e morcegos que se alimentam dessas mariposas. O biólogo da Embrapa lembra ainda que das 150 espécies de morcegos existentes no Brasil, apenas três atacam animais para se alimentar de sangue. A preservação da maioria dos morcegos é de suma importância, tanto para o meio ambiente como para a produção agrícola, pois eles se alimentam de insetos – reduzindo assim os ataques destes às lavouras – e são também polinizadores, principalmente de frutíferas.
Outro fato observado em Balsas é que a maior parte das espécies de mariposas são raras, com poucos indivíduos, o que vai exigir estudos mais detalhados posteriormente. Poucas espécies são comuns.


Vegetais
Os trabalhos com árvores e herbáceas é mais demorado. A identificação das espécies está em andamento e resultados mais conclusivos estarão disponíveis em dois a três anos. Mas já há alguns indicativos preliminares, segundo informam os biólogos Maria Lúcia Meirelles e José Felipe Ribeiro, da Embrapa Cerrados. Diversas espécies introduzidas de outras regiões – principalmente alguns capins de pastagens cultivadas – se tornaram invasoras, inclusive em áreas de cerrado nativo, expulsando e eliminando diversas plantas e ervas nativas.
Outra importante etapa da pesquisa está analisando o possível impacto, sobre os lençóis freáticos, das mudanças de vegetação no campo úmido, ecossistema bastante sensível a essas alterações.


Maiores imformações:
www.cpac.embrapa.br
E-mail: webmaster@cpac.embrapa.br

Governo cria alternativas para controlar a prática das queimadas na agricultura

4 de março de 2004

Por que os agricultores usam o fogo?                 As queimadas são uma tecnologia amplamente utilizada na agricultura brasileira, apesar dos inconvenientes agronômicos, ecológicos e de saúde pública. Elas ocorrem em todo o território nacional, sendo utilizadas tanto em formas primitivas de agricultura, praticadas por indígenas e caboclos, quanto… Ver artigo


Por que os agricultores usam o fogo?



 


 


 


 


 


 


 


 


As queimadas são uma tecnologia amplamente utilizada na agricultura brasileira, apesar dos inconvenientes agronômicos, ecológicos e de saúde pública. Elas ocorrem em todo o território nacional, sendo utilizadas tanto em formas primitivas de agricultura, praticadas por indígenas e caboclos, quanto em sistemas de produção altamente intensificados, como os da cana-de-açúcar e do algodão.


O fogo é utilizado na limpeza das áreas, na colheita da cana-de-açúcar, renovação de pastagens, queima de resíduos para eliminar pragas e doenças, queima de dejetos de serrarias, de lixo urbano ou ainda como técnica de caça.


O impacto ambiental das queimadas preocupa a comunidade científica, a ambientalistas e a sociedade em geral, principalmente quando gera incêndios florestais devastadores. O fogo afeta diretamente os processos físico-químicos e biológicos dos solos, deteriora a qualidade do ar, reduz a biodiversidade e prejudica a saúde humana. Isso sem falar na alteração da composição química da atmosfera, com o aumento do efeito estufa, e a maior penetração da radiação ultravioleta, com a destruição da camada de ozônio. Ao escapar do controle, o fogo atinge tanto o patrimônio público quanto o privado (florestas, cercas, linhas de transmissão e de telefonia e construções).


Satélite faz monitoramento


A partir da preocupação com os efeitos do fogo no meio ambiente, começam a surgir sistemas que visam monitorar, via satélite, a dinâmica mundial das queimadas. O Brasil é um dos poucos países do mundo que dispõe de um sistema operacional de monitoramento das queimadas. Há dez anos a Embrapa Monitoramento por Satélite (www.cnpm.embrapa.br) pesquisa e realiza o monitoramento orbital das queimadas em todo o país, com base na aquisição de dados do satélite NOAA/AVHRR.


Os programas computadorizados de tratamento das imagens orbitais garantem a detecção dos pontos de calor e sua localização geográfica. Dezenas de mapas de localização dos fogos são gerados semanalmente, no período de junho a novembro. E o que é melhor: os dados do monitoramento são disponibilizados na Internet, sob a forma de mapas semanais, mensais e anuais (www.cnpm.embrapa.br/projetos/queimada).


Os números das queimadas no Brasil




  • 300 mil queimadas ocorrem por ano no Brasil;



  • 85% das queimadas ocorrem na Amazônia Legal (Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Amapá, Pará, parte do Maranhão, do Mato Grosso e do Tocantins);



  • 90% ocorrem em áreas desmatadas;



  • Os estados que mais fizeram queimadas nos últimos três anos foram Mato Grosso (38% do total), Pará (27%), Maranhão (10%) e Tocantins (7%);



  • A Embrapa treinou mais de 400 multiplicadores nos quatro estados que mais queimam. Eles vão repassar os conhecimentos a mais de 150 mil produtores na primeira etapa da campanha.


Para entender


O que é o fogo?


O fogo é o desenvolvimento simultâneo de calor e luz, produzido pela combustão de certos corpos. Fogo é fenômeno natural. Toda a biomassa da floresta consiste de acúmulo de energia produzida pela fotossíntese. O dióxido de carbono, a água e a energia solar combinam-se para produzir celulose e outros carboidratos. Esse material é armazenado em todas as plantas verdes. O fogo reverte rapidamente esse processo, liberando a energia armazenada. É fácil visualizar essa relação básica ao se comparar as fórmulas da fotossíntese:
CO2 + H2 O + ENERGIA SOLAR – (C6 H10 O5) + O
e a combustão:
(C6 H10 O5)N + O + IGNIÇÃO – CO2 + H2 O + CALOR
Pode-se observar que as fórmulas são quase idênticas, mas em direções opostas.
O que é queimada?


A queimada é prática agropastoril ou florestal que utiliza o fogo de forma controlada para viabilizar a agricultura. A queimada deve ser regida pela aplicação controlada do fogo à vegetação natural ou plantada, sob  determinadas condições ambientais que permitam que o fogo mantenha confinada a área, dentro de uma intensidade de calor e uma velocidade de propagação compatíveis com os objetivos do manejo. A queima deve ser autorizada pelo Ibama ou pelo órgão estadual competente.


O que é incêndio florestal?


É o fogo sem controle que incida sobre qualquer forma de vegetação, podendo tanto ser provocado pelo homem quanto por uma causa natural.


Campanha das queimadas começa pelas áreas mais críticas
Mato Grosso, Tocantins, Pará e Maranhão são os primeiros a receber treinamento


A primeira etapa da campanha lançada pelo governo federal está abrangendo prioritariamente os locais onde estão registradas as maiores ocorrências de queimadas no país, com cursos e treinamentos voltados para técnicos, líderes rurais, agentes da extensão rural, representantes de cooperativas, de associações, de sindicatos, e de ONGs. Os treinamentos foram coordenados por técnicos e pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento.


A pesquisa brasileira tem uma série de tecnologias alternativas à prática de queimadas na agricultura e que podem mudar o atual quadro preocupante. Mais de 400 multiplicadores dos estados de Mato Grosso, Pará, Maranhão e Tocantins receberam nos meses de junho e julho informações sobre técnicas para substituir e controlar queimadas na agricultura. Eles agora estão repassando os conhecimentos a mais de 150 mil produtores, em mais de 80 mil propriedades.


Coordenação


A coordenação de todo o trabalho é do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, com suporte técnico da Embrapa e participação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), dos Ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário e das secretarias de Agricultura e de Educação dos governos estaduais.


Uma das prioridades a serem adotadas na segunda fase da campanha é a maior aproximação e envolvimento do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) e dos Departamentos Estaduais de Estradas e Rodagem, uma vez que muitos focos do fogo se iniciam nas beiras das estradas brasileiras.


Amazônia Legal concentra 85% das queimadas


O monitoramento das queimadas por satélites indica uma tendência de aumento anual no tamanho de áreas queimadas e na intensidade da queima, mesmo ocorrendo declínios em alguns locais ou regiões. 


Na Amazônia Legal, a incidência, por quadrículas de 100 km², passou de 4,5 queimadas (1997) para 7,5 (1999). No Pantanal, principalmente em sua região norte, esse mesmo índice passou de 2 para 8 queimadas por 100 km². A Amazônia Legal, por sinal, concentra mais de 85% das queimadas que ocorrem no Brasil. Nas outras regiões, o padrão espacial é descontínuo e mais difuso, com áreas de maior ou menor concentração.


As áreas mais críticas, com base nos dados dos últimos três anos, são: Mato Grosso (20 municípios), Pará (12 municípios), Maranhão (12 municípios) e Tocantins (23 municípios). Em cada estado, esses municípios contribuem para 50% das queimadas.


Onde é proibido usar fogo


1)  Nas florestas e demais formas de vegetação;
2)  Para queima pura e simples de aparas de madeira, resíduos florestais e material lenhoso;
3)  Também não se pode usar fogo numa faixa de 15 metros dos limites de segurança das linhas de transmissão de energia elétrica;
4)  Cem metros ao redor da área de domínio de subestação de energia elétrica;
5)  Vinte e cinco metros ao redor da área de domínio de estações de telecomunicações;
6)  Cinqüenta metros a partir do aceiro existente nas Unidades de Conservação;
7)  Quinze metros de cada lado das rodovias estaduais e federais e das ferrovias, medidos a partir da faixa de domínio;
8)  Em área definida pela circunferência de raio igual a onze mil metros, tendo como referência o centro geométrico da pista de pouso dos aeroportos.


 


Como reduzir as queimadas nas áreas de pastagens
Conheça as diversas tecnologias da Embrapa para evitar o fogo, aumentar a produtividade dos rebanhos e a renda do produtor



 


 


 


 


 


 


 


Na história da pecuária nacional, é comum utilizar queimadas nas pastagens, principalmente na região dos Cerrados e da Amazônia Legal, para renovar ou recuperar as áreas de pastoreio, eliminar plantas daninhas e agregar nutrientes ao solo, oriundos do material vegetal queimado. À primeira vista, a pastagem rebrotada surge com mais força e melhor aparência do que a inicialmente existente. Mas, ao longo dos anos, essa prática provoca a degradação físico-química do solo e traz enormes prejuízos ao meio ambiente. Em pastagens cultivadas, a queima pode, inclusive, eliminar as forrageiras leguminosas.


A queima pode ser substituída, com vantagens, pelo uso de tecnologias alternativas propostas pela Embrapa. A melhor forma de utilizar a massa produzida pelas forrageiras é por intermédio do manejo de animais. Ele é um grande aliado no planejamento e na utilização da massa produzida pelas forrageiras. Com a tecnologia certa, o produtor melhora o consumo da matéria seca disponível nas pastagens, estendendo sua utilização até os períodos mais críticos, evitando assim o risco de queimadas. Nos textos a seguir, serão apresentadas algumas soluções que, além de evitar o fogo, podem aumentar o desfrute do rebanho e a renda do produtor.


Misturar uréia pecuária ao sal mineral é uma boa solução


Para que essa tecnologia dê resultado, é fundamental dispor de pastagens com boa disponibilidade de forragem, ou seja, bastante pasto seco. Ela é simples e de baixo custo. A mistura da uréia pecuária ao sal mineral fornece a proteína de que o animal precisa e não encontra na pastagem seca (cujo teor protéico é baixo) e ainda estimula o animal a aumentar o consumo de forragem.


Com esse manejo, os animais podem ter ganho de peso. Além disso, se eles consomem maior quantidade de forragem na estação seca, menos ficará de sobra, e o pasto não mais precisará ser queimado para eliminar o excesso de material morto.


A proporção exata da mistura e outras informações podem ser obtidas na Embrapa Cerrados (Telefone: 61-389-1171), Embrapa Gado de Corte (67-7682000), Embrapa Pantanal (67-231-1430) e Embrapa Meio-Norte (86-225-1141).


Uso da “mistura múltipla”


A “mistura múltipla” é um suplemento alimentar para gado bovino, composto pela mistura de sal mineral com ingredientes que servem como fonte de energia (milho), fonte de proteína natural (farelo de soja) e fonte de nitrogênio não protéico (uréia). Para usar essa tecnologia também é necessário dispor de bastante pasto seco. Ela é mais completa do que a tecnologia da uréia, pois busca atender mais plenamente às exigências nutricionais dos animais. O ganho de peso obtido, com base na experiência de produtores do Cerrado, dá um retorno de até R$24,00 por hectare, em 120 dias.


A proporção ideal de mistura e outras informações podem ser obtidas na Embrapa Cerrados (Telefone: 61-389-1171), Embrapa Gado de Corte (67-7682000), Embrapa Pantanal (67-231-1430) e Embrapa Meio-Norte (86-2251141).


Pastagem nativa complementada com Banco de Proteína


O Banco de Proteína é um sistema integrado, onde uma porção da área da pastagem nativa ou cultivada é reservada para leguminosas forrageiras de alto valor nutritivo. O acesso dos animais aos bancos de proteína pode ser livre ou limitado ao longo do ano ou em determinadas épocas. Ele corrige a deficiência de proteína e fornece forragem de melhor qualidade aos animais.


Com o emprego do banco de proteínas, a área de pastagem pode ser reduzida, sem haver prejuízos acentuados no peso final dos animais. Mas as duas maiores vantagens são: as pastagens nativas não precisam ser queimadas (com a carga animal adequada não ocorre acúmulo de macega ou forragem) e o aumento da produção (as fêmeas podem ser cobertas aos dois anos de idade e os machos têm maior ganho de peso).


Informações: Embrapa Cerrados (Telefone: 61-389-1171), Embrapa Gado de Corte (67-768-2000), Embrapa Pantanal (67-231-1430) e Embrapa Meio-Norte (86-225-1141).


Melhorando a pastagem sem o fogo


As alternativas tecnológicas desenvolvidas para restabelecer a capacidade produtiva das pastagens contemplam, em sua grande maioria, correção e fertilização do solo, associadas à sua movimentação, com implementos agrícolas. O uso das culturas de milho, milheto, arroz e soja, implantadas em pastagens degradadas e dentro de recomendações técnicas específicas, tem possibilitado a melhoria das pastagens e a produção de grãos durante um ou mais ciclos de cultivo.


Na recuperação de pastagens, sem o uso de culturas anuais, deve-se incluir uma leguminosa forrageira, que incrementa a produção de forragem nas chuvas, pela maior oferta de nitrogênio, e elimina a perda de peso dos animais. A queimada destrói as leguminosas e essa é uma alternativa que impede a utilização do fogo.


Informações: Embrapa Cerrados (Fone: 61-389-1171), Embrapa Gado de Corte (67-768-2000), Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170), Embrapa Rondônia (69-222-3080), Embrapa Pecuária Sudeste (16-261-5611), Embrapa Arroz e Feijão (62-833-2110) e Embrapa Meio-Norte (86-225-1141).


Adubação de manutenção + manejo de pastagens


Pode ser aplicada para pastagens cultivadas de Brachiaria e de Panicum. Consiste na aplicação anual (ou a cada dois anos) de fertilizantes solúveis de fósforo e potássio, em cobertura, no início da estação chuvosa. As quantidades de fertilizantes a serem aplicadas devem ser calculadas com base na análise do solo e recomendadas por um técnico da região, que conheça as características do solo e das condições de manejo animal da propriedade.


Informações: Embrapa Cerrados (Telefone: 61-389-1171), Embrapa Gado de Corte (67-768-2000), Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170), Embrapa Rondônia (69-222-3080), Embrapa Pecuária Sudeste (16-261-5611), Embrapa Arroz e Feijão (62-833-2110), Embrapa Pantanal (67-231-1430), Embrapa Gado de Leite (32-249-4700) e Embrapa Meio-Norte (86-225-1141).


Pastejo rotacionado intensivo+ adubação


A intensificação da pecuária via adubação possibilita o aproveitamento do excesso de forragem que, em outras situações, seria queimado. Permite, ainda, que a forrageira domine as ervas daninhas da pastagem, outra justificativa para as queimas. 


Informações: Embrapa Cerrados (Telefone: 61-389-1171), Embrapa Gado de Corte (67-768-2000), Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170) e Embrapa Pecuária Sudeste (16-261-5611).


Diversificando espécies forrageiras


Outra tecnologia simples e interessante é a diversificação de espécies forrageiras na propriedade. Ela permite ofertar maior quantidade de forragem, durante as chuvas, e ainda preserva aquelas que mantêm sua qualidade ao longo da estação do ano, para uso no período seco. Proporciona maior racionalização no processo de produção da forragem e são também reduzidos os riscos de pragas e doenças que podem assolar os cultivos de uma espécie.


É uma prática que precisa ser amplamente difundida entre os produtores de todo o país. A forragem constitui-se em fonte alimentar indispensável para os rebanhos e pode ser convertida em produtos como carne, leite e lã, prevenindo e reduzindo a prática das queimadas. 


Informações: Embrapa Agropecuária Oeste (Fone: 67-422-5122), Embrapa Cerrados (61-389-1171), Embrapa Gado de Corte (67-768-2000), Embrapa Meio-Norte (86-225-1141), Embrapa Pecuária Sudeste (16-261-5611) e Embrapa Amazônia Oriental (91-276-0323).


 


Como reduzir queimadas nos sistemas de agricultura familiar


 



 


 


 


 


 


 


 


 


A queimada também é muito utilizada no preparo do solo para a prática da agricultura. Muitos produtores, principalmente os pequenos, são responsáveis por grandes quantidades de focos de incêndio que ocorrem no país. O hábito de utilizar as queimadas traz sérias conseqüências, já que o solo, com o passar do tempo, torna-se pobre, diminuindo a produtividade.
O pequeno produtor geralmente pratica o sistema de agricultura familiar (caracterizado pela área reduzida das propriedades e utilização de mão-de-obra familiar) sem uso de tecnologia moderna e assistência técnica. Somente na região amazônica, o sistema engloba cerca de 600 mil estabelecimentos agropecuários.


Como o sistema de agricultura familiar possibilita variadas formas de cultivo, é impraticável desenvolver tecnologias próprias para cada tipo de sistema. Por isso, abaixo seguem algumas alternativas que podem substituir as queimadas, tornando o solo mais produtivo e possibilitando ao pequeno produtor colocar no mercado um produto mais competitivo.


O Sistema agroflorestal


O sistema agroflorestal é a técnica de plantio de culturas alimentares e madeireiras em uma mesma área. A sua vantagem é proporcionar ao agricultor um fluxo de renda durante todo o ano, além de preservar a vegetação nativa.


Nesse sistema, pode-se utilizar diversas culturas. No entanto, é importante que o agricultor tenha uma noção das preferências do mercado consumidor local, optando pelas variedades que possam lhe trazer retorno financeiro.


Para obter outras informações sobre o sistema agroflorestal, entre em contato com a Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170), Embrapa Amazônia Ocidental (92-622-2012), Embrapa Rondônia (69-222-3080), Embrapa Acre (68-224-3932), Embrapa Roraima (95-626-7125) ou Embrapa Amapá (96-241-1551).


A utilização do manejo florestal


No Pará, o comércio madeireiro é a segunda fonte de renda do estado. Além de gerar mais empregos que a pecuária, a exploração racional da madeira pode trazer mais quatro benefícios: geração de renda para o estado e o país; geração de empregos; controle do uso e do desmatamento da floresta; diminuição dos focos de incêndio.


Para tanto, é necessário seguir alguns princípios básicos, como fazer o inventário florestal e mapear o estoque de árvores; conhecer a legislação vigente; conhecer o mercado para as madeiras existentes; replantar as árvores retiradas; realizar os tratos silviculturais, favorecendo a regeneração e o aumento de produtividade; planejar trilhas para o transporte das árvores derrubadas; aproveitamento de todas as partes da árvore retirada; realizar o controle contábil da exploração econômica e ambiental; e tomar precauções para evitar incêndios.


Diversas unidades da Embrapa têm outras informações sobre o manejo florestal: Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170), Embrapa Amazônia Ocidental (92-622-2012), Embrapa Rondônia (69-222-3080), Embrapa Acre (68-224-3932), Embrapa Roraima (95-626-7125) ou Embrapa Amapá (96-241-1551).


O reflorestamento social


Cerca de 55 milhões de hectares da Amazônia brasileira são compostos de áreas alteradas, onde é possível realizar o plantio de espécies madeireiras, de crescimento rápido, para produção de celulose, madeira, laminados e carvão vegetal.


Em áreas em condições de pleno sol, algumas espécies são mais indicadas, como o parapará, o morototó, o taxi-branco, a castanha-do-pará, a paricá e a araracanga. Também é interessante a utilização de espécies fruteiras, para atender o consumo familiar como a manga, o caju, a taperebá, a pupunha, o dendê, o cupuaçu, o açaí, o coco, o café e diversas plantas medicinais.


Informações: Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170), Embrapa Amazônia Ocidental (92-622-2012), Embrapa Rondônia (69-222-3080), Embrapa Acre (68-224-3932), Embrapa Roraima (95-626-7125) ou Embrapa Amapá (96-241-1551).


Investimento intensifica exploração


O agricultor, desde que tenha à disposição algumas tecnologias que tornem o solo mais produtivo, pode obter um aumento da produção de determinada área, sem utilizar a queimada. Esse aparato tecnológico depende da condição socioeconômica do produtor.


O uso de corretivos, fertilizantes, máquinas e implementos adequados à região e sementes são algumas das alternativas que provocariam o aumento da produção, permitindo a exploração continuada do solo por um período de tempo maior. Nesse caso não há necessidade de mudar para nova área de pousio, que geralmente é queimada.


Outras técnicas também são recomendadas para tornar o solo mais produtivo. Na Amazônia, no contexto da agricultura familiar, os produtores estão cultivando árvores leguminosas em área de capoeira, aumentando a produção de biomassa durante o período de pousio entre os ciclos agrícolas. Isso faz com que, em três anos, a biomassa produzida seja equivalente a uma capoeira tradicional, de cinco anos de idade.


Outra tecnologia alternativa à agricultura de derruba e queima é a trituração da biomassa da capoeira. O material triturado serve como cobertura da terra, permitindo ao agricultor o plantio em outras épocas do ano. Além disso, essa técnica reduz a pressão para a expansão agrícola em novas áreas florestais. Essas duas técnicas são de baixo custo, abreviando o tempo de recuperação da capoeira.


Informações: Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170), Embrapa Amazônia Ocidental (92-622-2012), Embrapa Rondônia (69-222-3080), Embrapa Acre (68-224-3932), Embrapa Roraima (95-626-7125) ou Embrapa Amapá (96-241-1551).


Outras tecnologias para evitar queimadas em pequenas propriedades
Rotação de culturas, zoneamento agrícola, aceiros e queima controlada ajudam na prevenção



 


 


 


 


 


 


 Outra alternativa ao agricultor é a utilização de corretivos e fertilizantes, o que torna o solo mais produtivo por um período de tempo maior. Essa é uma técnica recomendável tanto para produtos cultivados na região, como arroz, feijão, milho e pimentão, quanto para culturas nativas, como as frutas amazônicas, a pimenta longa e o guaraná.


Informações: Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170), Embrapa Amazônia Ocidental (92-622-2012), Embrapa Rondônia (69-222-3080), Embrapa Acre (68-224-3932), Embrapa Roraima (95-626-7125) ou Embrapa Amapá (96-241-1551).


Rotação de culturas


A intensificação da agricultura traz benefícios para as pastagens dos pequenos produtores. Ao realizar a rotação das áreas utilizadas para agricultura intensiva com as pastagens, o produtor terá pastagens mais duradouras e produtivas. Como conseqüência, o agricultor não precisará utilizar a queimada para limpeza das pastagens, trazendo benefícios para o solo, o meio ambiente, além de fixar o homem no campo.


Os produtos a serem utilizados numa agricultura intensiva dependem de vários fatores, como análise de mercado, assistência técnica, controle de qualidade, constância na oferta e crédito garantido.


Para obter informações acerca dos produtos e das tecnologias, entre em contato com: Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170), Embrapa Amazônia Ocidental (92-622-2012), Embrapa Rondônia (69-222-3080), Embrapa Acre (68-224-3932), Embrapa Roraima (95-626-7125), Embrapa Cerrados (61-389-1171), Embrapa Amapá (96-241-1551), Embrapa Meio-Norte (86-225-1141), Embrapa Agropecuária Oeste (67-422-5122).


O zoneamento agroecológico


Outra técnica que permite a utilização racional do recurso solo é o zoneamento agrícola. Por meio dessa tecnologia, o produtor saberá o melhor período para plantar, o local mais adequado para agricultura e pecuária, a localização de reservas florestais, proteção de fontes e mananciais e como diminuir os riscos de degradação do solo. Essa estratégia deve ser utilizada pelos estados e municípios em seu planejamento agrícola.


Essa metodologia é completamente dominada pela Embrapa. Para obter maiores informações, entre em contato com: Embrapa Cerrados (61-388-9953), Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170), Embrapa Solos (21-274-4999). 


Programa de Desenvolvimento Agrícola Municipal


O Programa de Desenvolvimento Agrícola Municipal é um software desenvolvido pela Embrapa que, aliado ao zoneamento agroecológico, permite o planejamento agrícola do município. É um instrumento de fácil acesso e manuseio, que permite a coleta de dados, o armazenamento, tratamento, análise e sintetização de informações. Para outras informações, entre em contato com a Embrapa Informática Agropecuária (19-289-9800).


A queimada controlada


A produção da agricultura familiar na Amazônia exige, em muitas propriedades, a remoção da floresta ou da vegetação secundária, o que significa derrubar e queimar. A queimada é uma prática barata para limpeza das pastagens nativas e, por isso, muito utilizada. No entanto, vale lembrar que queimada não significa incêndio. Por isso, para se fazer uma queimada controlada é necessário seguir alguns passos.


A queima controlada somente deve ser realizada em áreas definidas e com autorização do órgão competente. Por meio dessa técnica, o fogo orientado é utilizado como ferramenta para consumir a macega ou o excesso de material combustível. Para executar uma queimada controlada deve-se procurar o Ibama.


Os aceiros


Os aceiros são faixas onde a vegetação foi completamente removida da superfície do solo, geralmente localizada ao longo de cercas ou divisas, cujo objetivo é prevenir e impedir a passagem do fogo e a ocorrência de incêndios indesejáveis. Os aceiros devem ser feitos no início do período seco. 


Algumas recomendações devem ser seguidas para realizar a queimada controlada. Para obter outras informações, entre em contato com: Embrapa Gado de Corte (67-768-2000), Embrapa Cerrados (61-388-9953), Embrapa Meio-Norte (86-225-1141), Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170), Embrapa Amazônia Ocidental (92-622-2012), Embrapa Rondônia (69-222-3080), Embrapa Acre (68-224-3932), Embrapa Roraima (95-626-7125) ou Embrapa Amapá (96-241-1551), Secretarias de Estado do Meio Ambiente, Brigadas do Corpo de Bombeiros e Brigadas Civis dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais e IBAMA


Como fazer a queima controlada


O interessado na obtenção de autorização para a queima controlada deverá:
1)  Definir as técnicas, os equipamentos e a mão-de-obra a serem utilizados;
2)  Fazer o reconhecimento da área e avaliar o material a ser queimado;
3)  Promover o enleiramento dos resíduos de vegetação, de forma a limitar a ação do fogo;
4)  Preparar aceiros de no mínimo três metros de largura, ampliando essa faixa quando as condições climáticas, ambientais e topográficas assim o permitirem;
5)  Providenciar pessoal treinado pra atuar no local da operação, com equipamentos apropriados;
6)  Comunicar formalmente aos vizinhos a intenção de realizar a queimada controlada;
7)  Prever a realização da queima em dia e horário apropriados, evitando-se os períodos de temperatura mais elevada;
8)  Providenciar o oportuno acompanhamento de toda a operação de queima, para adotar, se necessário e a tempo, medidas de contenção do fogo.


Linha de crédito para evitar o fogo
Governo vai liberar R$ 40 milhões para a área dos Cerrados, no sentido de estimular a recuperação de pastagens degradadas


O governo está abrindo uma linha de crédito, no Plano Agrícola para Safra 2000/2001, para estimular a recuperação das pastagens degradadas e evitar o uso de queimadas em áreas cultiváveis. O valor da linha será de R$ 400 milhões para a área de Cerrados. O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura e do Abastecimento, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, durante o lançamento da campanha Alternativas para a Prática das Queimadas na Agricultura, no início de junho. 


Segundo Pratini de Moraes, a questão das queimadas não se resolve apenas com fiscalização. É um problema cultural e uma prática generalizada, que só poderá ser resolvido através de uma ação educacional e preventiva. “A recuperação das pastagens é fundamental neste contexto, pois ela mostra-se mais eficaz, produtiva e barata do que a permissão de novas queimadas”, explicou o ministro.


Por isso a campanha está priorizando o trabalho de conscientização dos produtores para abandonar a prática das queimadas, que afetam a biodiversidade e a dinâmica dos ecossistemas e aumentam a erosão. Paralelamente ao trabalho de recuperação do solo, a campanha vai estimular o uso do plantio direto e do manejo integrado. Como conseqüência, a recuperação das pastagens no Centro-Oeste vai aumentar a produtividade da pecuária de corte, que passará dos atuais 30 para 75 quilos de carne por hectare/ano, no mínimo.


Mas não basta apenas o envolvimento dos ministérios na campanha, anuncia Pratini. A participação dos produtores é a maior mola propulsora das ações planejadas. “O Brasil precisa se conscientizar que a agricultura, a pecuária e o agronegócio são peças construtivas no nosso processo de desenvolvimento sustentado”, concluiu.


Mais informações:
MMA – (61) 218-2560


 


INMET lança novo modelo de alerta de queimadas



 


 


 


 


 


 


 


O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento, está lançando um novo sistema de alerta de risco de queimadas. O produto poderá ser acessado via internet em tempo real (www.inmet.gov.br) e seu segredo é a utilização não somente de imagens de satélite, indicando onde há focos de calor, mas a combinação desses dados com vários outros mapas meteorológicos, como os de umidade relativa do ar, cobertura de nuvens e bacias hidrográficas. Antes, o satélite identificava apenas as áreas que estavam quentes. Segundo Augusto Athayde, diretor do INMET, isso dava origem a vários erros, porque o reflexo do sol nos rios ou em nuvens era interpretado como perigo de queimada. 


A expressão focos de calor é utilizada para interpretar o registro de calor captado na superfície do solo pelo sensor AVHRR, que viaja a bordo dos satélites da série NOAA. Este sensor capta e registra qualquer temperatura acima de 47°C e a interpreta como sendo um foco de calor, o que não é necessariamente um foco de fogo ou incêndio. A combinação dos dados permite agora um alerta de alta confiabilidade.


O sistema do INMET mapeará a situação de todos os Estados brasileiros. Os usuários da rede poderão saber quais as áreas de risco de combustão a cada 12 horas, o que ajuda na prevenção de queimadas para fins agrícolas e propagação de incêndios prejudiciais à biodiversidade.


Novidades


O Instituto também está apresentando ao público outras novidades neste ano, como o novo modelo de previsão numérica do tempo, o Modelo Brasileiro de Alta Resolução (MBAR). Ele consiste em um dos mais avançados métodos utilizados em meteorologia, possibilitando maior detalhamento da área em estudo e o aumento de acerto nas previsões do tempo.


O novo modelo também está disponível na intranet no endereço www.inmet.gov.br e oferece prognósticos de chuva, cobertura de nuvens, pressão, ventos e temperatura para até 48 horas. Por isso, a tomada de decisões fica facilitada, auxiliando também na confecção de previsão de tempo. Além disso, os meteorologistas podem obter informações de determinada região em estudo a cada 25 quilômetros – previsões mais localizadas e mais detalhadas.


Outra novidade é o Reality Center, equipamento que simula a formação de nuvens e furacões e que pode ser utilizado para situações reais, utilizando dados enviados por satélite, radar, balões estratosféricos e aviões comerciais.


Mais informações: 
Inmet – (61) 344-7743 www.inmet.gov.br


 


Quem pode ajudar na prevenção dos incêndios florestais?


Além das diversas tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, apresentadas aqui nesse encarte, a grande ajuda deve vir da sociedade, especialmente da área rural. Vem do esforço consciente do proprietário rural no uso do fogo, preocupado com seus vizinhos e com seu patrimônio. A maneira de fazer isso é, primeiro, tomando as precauções; segundo, mobilizando os vizinhos para que todos compartilhem desse esforço nos dias de queimada, fazendo um mutirão para evitar que o fogo gere muita perda. Cada propriedade rural, dependendo do tamanho, perde 10% de sua renda com prejuízo resultante do fogo que foge ao controle. É fogo que queima cerca, que queima paiol, pastagem fora de época, que consome pomares. Isso pode ser alterado se a gente estiver atento para eliminar o fogo que vem do vizinho com medidas de precaução.