Embu das Artes

Espécies ameaçadas em área de Mata Atlântica

25 de novembro de 2005

A biodiversidade do coração verde do Embu corre risco com a implantação de um corredor industrial e empresarial em área de remanescentes de Mata Atlântica

 


 


 


 


Na área do corredor industrial e empresarial inserido na Rua Maria José Ferraz Prado, foram identificados vários animais ameaçados de extinção, entre eles, o macaco bugio (Alouatta fusca), o gavião pega-macaco (Spizaetus tyrannus), a araponga (Procnias nudicollis), o pavão-do-mato (Pyroderus scutatus), além de uma grande diversidade de árvores, aves  e animais.


 



 


 


 


 


A Reserva Florestal do Morro Grande, localizada a menos de 10 km do bairro de Itatuba, é uma das áreas mais significativas de remanescentes de Mata Atlântica da região metropolitana de São Paulo e está inserida na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo. A função da Reserva da Biosfera é promover o desenvolvimento sustentável em suas áreas de abrangência, a pesquisa científica, a educação e o monitoramento permanente.
Ao redor da Reserva Florestal do Morro Grande, considerada Zona Núcleo, está localizada a “Zona de Amortecimento ou Tampão”, onde todas as atividades econômicas ou de qualquer natureza devem se adequar de forma a otimizar a preservação dos ecossistemas envolvidos.
A instalação de indústrias na região comprometerá de forma predatória e irreversível os mananciais que contribuem para a Bacia do Alto Tietê, a cobertura florestal natural, a flora e a fauna da região e, principalmente, o desenvolvimento sustentável do local.
Para Leandro David Dolenc, presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu, a grande vocação de Embu das Artes é o turismo ecológico, rural, histórico e artístico, que não depreda os recursos naturais, que traz divisas à nação, ao estado e ao município, que proporciona empregos e sustentabilidade ao longo da cadeia de serviços. “Hoje o turismo já responde pelo 3º lugar em divisas internacionais colhidas pelo país, somente atrás das exportações de grãos de soja e minério de ferro. Para cada milhão a mais de turistas estrangeiros que chegam ao país, são criados 700 mil novos empregos na área de serviços.
Segundo o presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu, “quando o mundo inteiro se volta para os cuidados com o meio ambiente, a preservação das áreas verdes, dos mananciais, enfim da vida no planeta, não podemos permitir que ações ilegais, como a da Prefeitura de Embu, comprometam de forma irreparável o cinturão verde da cidade”.


 Clamor popular
Cerca de 200 pessoas participaram do debate com o prefeito Geraldo Cruz, em 19 de novembro. A população da região de Itatuba e adjacências manifestou-se contra a instalação de indústrias e galpões na região. Todos apelaram para o desenvolvimento do ecoturismo.
O Prefeito ouviu a população e solicitou a formação de um grupo para estudar o assunto. A comunidade pediu urgência e emergência para a modificação do Plano Diretor de Embu no tocante ao Corredor Empresarial e, também, já criou uma comissão para tratar do tema.
O Prefeito Geraldo Cruz (foto ao lado) disse que espera encontrar uma solução o mais rápido possível.
Mais informações
Leandro David Dolenc
Presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu
fone: (11) 4704.6426
leandro.dolenc@e-communication.com.br