22 de maio - Dia Mundial da Biodiversidade

O mapa de Biomas do Brasil

25 de maio de 2004

IBGE reconstitui vegetação e vida animal da época do descobrimento

Os Biomas
O Mapa de Biomas do Brasil, resultado de uma parceria entre o IBGE e o Ministério do Meio Ambiente, mostra que o Bioma Amazônia e o Bioma Pantanal ocupam juntos mais de metade do território brasileiro. O Mapa de Vegetação do Brasil reconstitui com mais detalhes a provável situação da vegetação na época do descobrimento.
O bioma continental brasileiro de maior extensão é a Amazônia e o de menor extensão, o Pantanal. Juntos ocupam mais da metade do Brasil: o Bioma Amazônia, com 49,29%, e o Bioma Pantanal, com 1,76% do território brasileiro. Mapeados pela primeira vez, os seis biomas continentais brasileiros são: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa.
Segundo o IBGE, bioma é conceituado no mapa como um conjunto de vida (vegetal e animal) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria.


Formações florestais e campestres


O Mapa de Vegetação do Brasil mostra que no país ocorrem dois grandes conjuntos vegetacionais: um florestal, que ocupa mais de 60% do território nacional, e outro campestre. As formações florestais são constituídas pelas florestas ombrófilas (em que não falta umidade durante o ano) e estacionais (em que falta umidade num período do ano) situadas tanto na região amazônica quanto nas áreas extra-amazônicas, mais precisamente na Mata Atlântica. Na Amazônia, predominam as florestas ombrófilas densas e abertas, com árvores de médio e grande porte, com ocorrência de cipós, bromélias e orquídeas. As florestas extra-amazônicas coincidem com as formações florestais que compõem a Mata Atlântica, onde predominam as florestas estacionais semideciduais (em que 20 a 50 % das árvores perdem as folhas no período seco do ano), e as florestas ombrófilas densas e mistas (com araucária). Em ambos os conjuntos florestais ocorrem, em menor proporção, as florestas estacionais deciduais (em que mais de 50% das árvores perdem folhas no período seco).
As formações campestres são constituídas pelas tipologias de vegetação abertas, mapeadas como: savana, correspondente ao Cerrado que predomina no Brasil central, ocorrendo também em pequenas áreas em outras regiões do país, inclusive na Amazônia; savana estépica que inclui a caatinga nordestina, os campos de Roraima, o Pantanal mato-grossense e uma pequena ocorrência no extremo oeste do Rio Grande do Sul; estepe que corresponde aos campos, do planalto e da campanha, do extremo sul do Brasil; e a campinarana, um tipo de vegetação decorrente da falta de nutrientes minerais no solo e que ocorre na Amazônia, na bacia do rio Negro.
O mapa traz ainda a indicação das áreas das formações pioneiras que abrigam restingas, manguezais, alagados e refúgios vegetacionais.


Outros atos de governo
Na mesma solenidade em que foram lançados os novos mapas, o governo brasileiro reforçou a campanha internacional pela criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul e o MMA apresentou dois outros trabalhos: o Atlas dos Recifes de Coral nas Unidades de Conservação e a lista nacional de invertebrados aquáticos e peixes de água doce e salgada ameaçados de extinção. Esta lista tem 258 animais e servirá para elaboração de políticas públicas para recuperação das espécies. Também foi assinado decreto ampliando a área do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, situado em áreas dos Estados de Minas e Bahia. O parque passa de 147 mil hectares para 230 mil.


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