Meio ambiente

As aves que aqui gorjeiam

21 de março de 2009

Biólogo faz levantamento das espécies que habitam Distrito Federal. Resultado é exposição virtual

Gosto pela fotografia levou o biólogo Sandro Barata a registrar as aves, répteis, mamíferos e paisagens mais ameaçadas dos ecossistemas brasileiros. Sandro usa seu trabalho como alerta para a devastação incontida que sofre o Cerrado.


 


JOSÉ ROBERTO LIMA – jrlima@matrix.com.br


Brasília poderá ter, em breve, um completo levantamento das espécies de aves que habitam os jardins, parques e espaços públicos da capital federal. A ideia de fazer esse levantamento parte de um grupo de observadores de pássaros que frequentemente percorre a cidade e a região em busca de registros e da ocorrência de novas espécies. O caráter didático do seu trabalho se
completa com a identificação de cada foto com o nome popular do animal, o nome científico, a etimologia científica e um pequeno mapa para localizar a
espécie geograficamente. Sandro fotografa a natureza há cinco anos, tendo as aves e o Cerrado como foco de seu trabalho. “Conhecer os encantos deste
ioma é uma experiência fantástica, pela qual podemos presenciar a vida em suas infinitas manifestações”, explica ele.



Anu branco


 


 


 


 


 


Fatores que estimulam as ações


-Tornar as informações sobre as aves mais comuns da região
acessíveis para toda a população que tenha acesso à internet.


-Incentivar o hábito de observação de aves silvestres
como forma de aproximação do homem com a natureza.


-Disponibilizar informações acerca das as aves que ocorrem
na UnB e em outras áreas de Brasília para a comunidade científica.


-Contribuir com o processo de conservação
das aves silvestres,  do cerrado e da natureza.


-Facilitar a compreensão das relações existentes entre a fauna
e flora e da importância da preservação das espécies
de plantas para a manutenção das espécies de aves.


-Estimular a preservação das áreas de vegetação nativa de cerrado
como o fragmento presente no Centro Olímpico da Universidade de Brasília.


-Complementar atividades práticas de conteúdos relacionados com zoologia, ecologia e botânica, tanto da UnB como de escolas do DF que possam visitar a trilha interpretativa ou navegar virtualmente pela exposição.


-Incentivar a visitação do câmpus da Universidade de Brasília como um local adequado para a observação de aves silvestres.


 



 


 


 


Coruja buraqueira         Carcará          Vivi           Garça branca          Marreco do pé vermelho


 


A Universidade de Brasília é pioneira. O câmpus da instituição tem uma diversidade de espécies animais que poucos conhecem e a maioria sequer dá atenção. Só de espécies de aves há registros de 130, o que pode parecer muito significativo. E é, mas poderia ser bem mais. Isso porque o primeiro levantamento, feito há alguns anos, registrou 200 espécies. A ideia é expandir a trilha interpretativa que existe hoje na universidade aos parques urbanos como Olhos d’Água, o Jardim Botânico e o Parque Nacional de Brasília.
Esse projeto vem amadurecendo com um levantamento gradativo que tem sido feito periodicamente por pessoas que se dedicam com paixão a uma atividade que transcende o conceito do lazer puro e simples. Um dos exemplos dessa iniciativa espontânea é o trabalho do biólogo Sandro Barata.  Quando estudava na UnB, Sandro teve a iniciativa de fazer o levantamento das espécies de aves que ocorriam no câmpus. “Como sempre tive gosto pela fotografia, decidi unir o útil ao agradável e, com o passar dos dias, fui registrando as aves que ocorriam no câmpus”, diz Sandro.
As primeiras pesquisas o levaram a um estudo anterior, realizado pelo ornitólogo Marcelo Bagno, que tinha conseguido fazer uma lista com 200 espécies em toda a área do câmpus. “Usei essa lista como base para verificar o que continuava ocorrendo, tendo como base o fato de que a universidade passava por um processo crescente e dinâmico de urbanização”, conta Barata.
Seu levantamento chegou ao registro de 130 espécies, 70 a menos do que o número encontrado por Bagno. Sandro catalogou todas as aves, oferecendo os principais dados de cada espécie, e montou uma exposição virtual de aves do câmpus que passou a integrar o acervo do site  Museu Virtual da UnB.
Para Sandro, a exposição tem caráter lúdico-educativo que atende tanto a curiosos quanto a observadores e cientistas.


“ Contribuir para expandir o conhecimento das espécies no Planalto Central é uma paixão”


Irara na embaúba


 


 


 


Mocho-diabo 3


 


 


 


Lobo-guará


 


 


 


Arara-canindé no buriti


 


 


 


Macaco-prego e filhote


 


 


 


Beija-flor-tesoura na flor bate-caixa


 


 


 


Coruja-caburé


 


 


 


Anta