Retrospetiva 2011

BALANÇO DO QUE FOI 2011 AMBIENTAL

21 de dezembro de 2011

Eleição dos ambientalistas ao Conama O Conama-Conselho Nacional do Meio Ambiente elegeu 11 representantes de 270 organizações da sociedade civil de todo o País para um mandato que começou em 30 de março e vai até 2013. Trinta e uma entidades concorreram às 11 cadeiras do Conselho: duas representando o segmento por região do País e… Ver artigo

Eleição dos ambientalistas ao Conama


O Conama-Conselho Nacional do Meio Ambiente elegeu 11 representantes de 270 organizações da sociedade civil de todo o País para um mandato que começou em 30 de março e vai até 2013. Trinta e uma entidades concorreram às 11 cadeiras do Conselho: duas representando o segmento por região do País e uma entidade de atuação  nacional. Participam do processo eleitoral 552 entidades ambientalistas com inscrição no CNEA. A posse dos novos conselheiros foi dia 30 de março, durante a primeira reunião plenária do ano. Os representantes eleitos foram:
CENTRO-OESTE  – Fundação Pró Natureza (Funatura) e a Ecodata.
SUL – Inga (Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais) e AAr (Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária).
NORDESTE –  Furpa (Fundação Rio Parnaíba e Bioeste), Instituto de Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável no Oeste da Bahia.
NORTE – SOS Amazônia e Kanidê (Associação de Defesa Etnoambiental).
SUDESTE – Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental) e Organização Ponto Terra.
NACIONAL – ONG Movimento Verde de Paracatu (Mover).


 


CÓDIGO FLORESTAL


CARTA ABERTA DOS EX-MINISTROS DO MEIO AMBIENTE
Posição política forte exercida pelos ex-ministros do Meio Ambiente que se encontrarem com a Presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Mas, antes estiveram com o presidente da Câmara, Marco Maia, e com o presidente do Senado, José Sarney. Num longo documento que abordava a Política agrícola x Política ambiental, o desmatamento da Amazônia e a RIO+20, os ministros deixaram claro que tinham uma oportunidade e, sobretudo,  a responsabilidade de promover, no âmbito do Governo Federal, e em prol das futuras gerações, medidas orientadas para a proteção do patrimônio ambiental do Brasil, e com destaque para suas florestas.


O documento:
“Para honrar e dar continuidade a essa trajetória de progresso, cabe agora aos líderes políticos desta Nação dar o próximo passo. A fim de que o Código Florestal possa cumprir sua função de proteger os recursos naturais, é urgente instituir uma nova geração de políticas públicas. A política agrícola pode se beneficiar dos serviços oferecidos pelas florestas e alcançar patamares de qualidade, produtividade e competitividade ainda mais avançados”.
“Que a história reservou ao nosso tempo e, sobretudo, àqueles que ocupam os mais importantes postos de liderança em nosso país, não só a preservação desse precioso legado de proteção ambiental, mas, sobretudo,  a oportunidade de liderar um grande esforço coletivo para que o Brasil prossiga em seu caminho de Nação que se desenvolve com justiça social e sustentabilidade ambiental”.


E terminam falando da RIO+20:
“O esforço global para enfrentar a crise climática precisa do ativo engajamento do Brasil. A decisão de assumir metas de redução da emissão dos gases de efeito estufa, anunciadas em Copenhagen, foi um desafio ousado e paradigmático que o Brasil aceitou. No próximo ano, sediaremos a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a RIO+20, e o Brasil poderá continuar liderando pelo exemplo e inspirando os demais países a avançar com a urgência e a responsabilidade que a realidade nos impõe”.


 


A luta pela terra no Brejo dos Crioulos


Quilombolas pediram apoio do Brasil oficial para suas causas nem sempre oficiais. Até hoje nada…
Brejo dos Crioulos é uma comunidade quilombola de 684 famílias que está próxima de Montes Claros, nos municípios de São João da Ponte e Varzelândia, região norte de Minas Gerais. É uma das maiores comunidades quilombolas de Minas Gerais. Brejo dos Crioulos compõe uma rede de seis grupos de comunidades negras – Araruba, Arapuim, Cabaceiros, Caxambu, Conrado e Furado Seco – às margens do ribeirão Arapuim.
Brejo dos Crioulos tem origem no período em que as terras do Vale do rio Verde Grande eram inóspitas ou consideradas impróprias para a presença humana. Além do difícil acesso, por causa de sua mata, as doenças tropicais, como a malária, espantava qualquer tipo de aventureiro. A mata era conhecida como Jaíba. O termo jaíba vem do tupi para significar água ruim ou fruta ruim.
Para o pesquisador João Batista Costa, vários grupos negros que ocuparam aquela região. Ao traçar a genealogia destes grupos, Costa constatou vínculos entre eles e diversas comunidades negras que permitiu afirmar “existir ali não um grupo ou uma comunidade, mas uma rede de grupos negros, a que ele definiu como Sociedade Negra da Jaíba”.
No século 20, quando a região da Jaíba interessou aos fazendeiros e produtores rurais. Veio a estrada de ferro e, consequentemente, a valorização da terra. Aí toda a região tornou-se alvo de grande interesse econômico. Começou um processo de pressão sobre as comunidades negras.


Semana do Meio Ambiente 2011
O lixo tem que deixar de ser lix


Para a ministra Izabella Teixeira, a celebração serviu para convidar os brasileiros para juntos pensar na questão do lixo, um dos mais graves problemas ambientais do Planeta. A proposta foi envolver todos os cidadãos na busca por soluções que evitem que os resíduos sejam descartados em lixões a céu aberto, contaminando solos, rios, córregos e mares, provocando doenças e prejuízos para o meio ambiente.  A destinação incorreta do lixo nas cidades, por exemplo, entope bueiros, agravando as enchentes que têm resultado em várias tragédias nas cidades no período de chuvas.
O Brasil produz por dia mais de 183 mil toneladas de lixo urbano. Mais de um milhão de pessoas trabalham e sobrevivem da reciclagem desse lixo. Mesmo assim, grande parte dessa riqueza vem sendo desperdiçada. O Brasil deixa de ganhar 8 bilhões de reais anualmente por não reciclarmos tudo o que é possível.