Que tal um dia sem carne para diminuir essa conta indigesta?

23 de setembro de 2013

simonesilvajardim@gmail.com

 

É de tirar o apetite os impactos ambientais do consumo de carne. Quando uma pessoa come produtos de origem animal, por um único dia, a conta é a seguinte:  
 
 Cerca de 50 kg de CO2 são emitidos na atmosfera 
 792 litros de água são contaminados
 6,6 m2 de floresta são desmatados 
 
Não por acaso entrou em cena um movimento que faz um apelo modesto: que se deixe de comer carne pelo menos um dia na semana.
“O consumo de carne traz um prejuízo enorme para a natureza. Áreas verdes são desmatadas e grandes volumes de água são poluídos apenas para suportar a ineficiente criação de animais para alimentação humana. 
Além disso, toneladas de grãos que poderiam servir de comida para pessoas são desviadas para bois, porcos e galinhas”, afirma Guilherme Carvalho, biólogo, pesquisador de impactos ambientais da pecuária e secretário-executivo da Sociedade Vegetariana Brasileira.
 Sem contar que o uso de combustíveis fósseis nas propriedades rurais, a utilização de fertilizantes nas plantações de grãos que vão ser dados como ração aos animais, o metano produzido pelos rebanhos, o manejo e o tratamento inadequados dos dejetos animais, entre outros fatores, somam-se à conta acima, o que coloca a pecuária como uma das atividades econômicas que mais contribuem para o aquecimento global. 
“Segundo relatório de 2006 da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, este setor se equipara ao de transportes — carros, ônibus, caminhões, trens, navios, aviões — em termos de sua contribuição para o efeito estufa”, comenta Carvalho.
 Além da emissão de CO2, a produção de carne exige grandes quantidades de alimento vegetal. Segundo o pesquisador, no caso dos bovinos, são necessários entre seis e dez quilos de proteína vegetal para que seja produzido um quilo de proteína animal.
 “Ou seja, por trás da produção animal, há uma enorme produção vegetal. Estima-se que 97% do farelo de soja produzido no mundo sejam destinados à alimentação de animais. 
Toda essa produção – tanto vegetal quanto animal – resulta em poluição de água, por conta do uso de fertilizantes e agrotóxicos e pela impossibilidade de manejo adequado de tantos dejetos orgânicos. Lençóis freáticos, mananciais, poços artesianos, rios e a água encanada acabam sendo contaminados”, alerta.
Quer saber mais? Tecle www.svb.org.br
 
 
 
 
Relação entre maus-tratos de animais e violência contra pessoas

 

Leitura indispensável é o livro recém-lançado “Maus-tratos aos animais e violência contra as pessoas – A aplicação da Teoria do Link nas ocorrências da Polícia Militar paulista”, de Marcelo Robis Francisco Nassaro. 
A obra é uma adaptação de sua dissertação de mestrado defendida este ano.
Nassaro estudou registros criminais de pessoas autuadas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo por maus-tratos aos animais e observou que uma porcentagem significativa delas também apresentou outros registros por crimes violentos contra pessoas, indicando uma conexão entre os delitos.
A pesquisa, pioneira no Brasil, poderá contribuir para a implementação de políticas públicas, especialmente de segurança, para combater os maus-tratos aos animais e agir preventivamente em relação a futuros crimes violentos contra pessoas. Vale lembrar que a conexão entre a violência contra animais como sendo um degrau para a violência contra humanos também foi alvo de pesquisa e hipótese confirmada pelo FBI americano.
O valor arrecadado com a venda da primeira edição do livro (R$ 25,00 com frete incluso) será revertido integralmente para projetos do Instituto Nina Rosa, que tem como foco a difusão da Educação Humanitária, baseada em valores que resgatam a relação homem-ambiente e promovem  a formação de uma sociedade mais justa e pacífica.
SAIBA MAIS: www.institutoninarosa.org.br
                         secretaria@institutoninarosa.org.br  
 
 
 
Oportunidade para jovens empreendedores 
 
Estão abertas as inscrições para a Premiação Jovens Empreendedores Sustentáveis da Unilever, concurso criado pela companhia e pelo Programa Cambridge de Liderança de Sustentabilidade. O objetivo é atrair gente do mundo todo, pessoas com no máximo 30 anos de idade, interessadas em criar soluções inovadoras para problemas ambientais, sociais e de saúde. As inscrições devem ser feitas pelo endereço www.changemakers.com/SustLiving até 1º de novembro. 
Para o CEO da Unilever, Paul Polman, esta premiação tem um grande potencial de engajamento porque oferece um ponto focal para a força e a criatividade de jovens empreendedores que querem encontrar soluções para alguns dos problemas mais prementes do mundo. 
A premiação, que oferecerá cerca de R$ 600 mil em apoio financeiro, busca soluções sustentáveis passíveis de implementação em grande escala na forma de produtos, serviços ou aplicativos que permitam mudar práticas ou comportamentos em uma ou mais dessas sete categorias: água, saneamento e higiene, nutrição, escassez de água, gases de efeito estufa, resíduos, agricultura sustentável e ajuda para pequenos agricultores.
O concurso, que elegerá sete finalistas, está hospedado na plataforma Ashoka Changemakers, comunidade virtual que conecta empreendedores sociais do mundo inteiro para que possam compartilhar ideias, inspirar e orientar uns aos outros. Por meio de seus concursos colaborativos e seu processo de fonte aberta, o Changemakers.com é um dos espaços mais propícios para o lançamento, discussão e levantamento de recursos destinados a resolver os problemas sociaiambientais mais urgentes do mundo.