Fillme mostra futuro do planeta

The Age of Stupid

20 de agosto de 2009

A Era da Estupidez

O filme que promete bater recordes e desafiar os líderes mundiais quanto a mudanças climáticas terá um mega lançamento global


Desde 1972, morador e defensor ferrenho da cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais, o engenheiro inglês (hoje mineiríssimo)  John Parsons e sua mulher, a historiadora Anna Maria, têm outras preocupações. Além da dedicação ao Solar da Ponte, uma pousada mil estrelas, o casal investe em cultura, em turismo e, sobretudo, em meio ambiente. Parsons (e outros intelectuais mineiros como José Alberto da Fonseca, Ângelo Osvaldo, Carlos Bracher, Walfrido Mares Guia, Sérgio Rouanet, Josemar Gimenez,  Mauro Werkema) é um dos idealizadores do Instituto Memorial Tiradentes. Criado este ano, o IMT vai promover em outubro um seminário sobre assuntos ambientais e John Parsons tem uma meta: passar em Tiradentes o novo filme sobre mudanças climáticas: A Era da Estupidez.


Tiro no pé
O THE TIMES, do Reino Unido, foi categórico: “O filme “The Age of Stupid” é a mais imaginativa e dramática abordagem sobre a complacência institucional quanto às mudanças climáticas”. Para Mark Lynas, autor de “Six Degrees: Our Future on a Hotter Planet” o filme com título original de The Age of Stupid é “discurso mais poderoso sobre mudanças climáticas jamais produzido”.
O Secretário de Estado para Energia e Mudanças Climáticas do Reino Unido, Ed Miliband,afirmou que “A Era da Estupidez é uma previsão poderosa dos efeitos da mudança climática, da urgência e motivos pelos quais devemos agir o mais rápido possível”.


Lançamento
Acompanhando o sucesso de sua premiere no “tapete verde” no Reino Unido este ano, o filme A Era da Estupidez será agora global, com lançamento em setembro de 2009. Com cenas do filme aclamado pela crítica e um pacote de transmissões simultâneas, eventos acontecerão em Nova Iorque e em todo os EUA em 21 de setembro, seguidos de uma apresentação mundial do filme no dia seguinte. A Arts Alliance Media lançará o filme em até 40 territórios, incluindo países na Europa, Ásia, África e Américas Central e Latina. No A Era da Estupidez o ator inglês, indicado ao Oscar, Pete Postlethwaite, faz o papel de um homem vivendo no mundo já devastado em 2055. Enquanto ele assiste a um vídeo de 2008, se pergunta: por que não paramos a mudança climática enquanto podíamos? O filme foi descrito pela mídia e políticos como sendo de extrema importância e assisti-lo foi considerado essencial para qualquer pessoa que se importe com a sobrevivência do nosso planeta.


Participação global
 O que se espera é que o lançamento em Nova Iorque e os eventos de lançamento em seqüência, em todo o mundo, configurarão a maior première mundial da história: pessoas de todas as partes do planeta poderão assistir ao filme e participar de debates ao vivo numa preparação crucial para a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima em Copenhague, em dezembro. Nesta data, um tratado para suceder o protocolo de Kyoto será definido. Acompanhamento via satélite incluirá até cientistas no Ártico e Himalaia, celebridades e líderes mundiais. O lançamento acontecerá numa tenda de cinema a energia solar, no Central Park, em Nova Iorque, com convidados chegando em transporte de baixa emissão de carbono antes de caminharem sobre o tapete verde. Toda a energia utilizada será solar e resultará em apenas 1% da emissão de carbono de um lançamento tradicional.
  
Dados técnicos:
A Era da Estupidez foi dirigido por Franny Armstrong (McLibel), produzido por Lizzie Gillett e o ganhador do Oscar John Battsek (One Day in September). Foi uma produção independente com orçamento de  450 mil libras esterlinas (mais ou menos 1 milhão e meio de Reais). O ator Pete Postlethwaite é um velho vivendo sozinho num mundo devastado em 2055.


 


O ator inglês, indicado ao Oscar, Pete Postlethwaite, faz o papel de um homem vivendo no mundo já devastado em 2055


 


 


Memorial a Tiradentes


Instituto Memorial Tiradentes


Nasce um centro de referência, documentação,informação e pesquisa
sobre a história de Minas. O IMT, com 6 mil metros quadrados de área construída, foi projetado pelo arquiteto mineiro Gustavo Penna e vai abrigar um auditório de 450 lugares, voltado a apresentações de peças teatrais, exibição de filmes, de exposições e convenções. Segundo John Parsons, com a construção do IMT, a cidade de Tiradentes vai ganhar um centro cultural à altura da memória de Minas.


Para o jornalista José Alberto da Fonseca, vice-presidente do IMT, esta ONG foi idealizada por figuras de destaque da comunidade e intelectuais mineiros para promover cursos, palestras, seminários, oficinas e momentos de reflexão “dentro do desenvolvimento da consciência e de uma cultura de paz, tolerância, arte e solidariedade”. Explica José Alberto da Fonseca que a sede do IMT vai ser um centro de referência, documentação, informação e pesquisa sobre a história, com ênfase na Inconfidência Mineira e seus personagens. A área do IMT, de 12 mil metros quadrados está no Morro da Assombração, fora do Centro Histórico, e foi doada pelo casal John e Anna Maria Parsons. O arquiteto Gustavo Penna concebeu o memorial para ficar “nas montanhas”, em perfeita harmonia com o meio ambiente. “O fato de Tiradentes não ter nada diretamente relacionado ao herói, além de seu próprio nome, sempre foi uma grande lacuna na cidade. Uma nação precisa respeitar e valorizar os seus símbolos. A construção do Memorial segue esse caminho, reafirma Penna.