Onça d}Água no Cerrado

Um ideal de conservação no Tocantins

1 de abril de 2004

Beatriz Gonçalves: o Tocantins é um ?pequeno Brasil? pela diversidade e pela grandiosidade de seus ambientes naturais

 


 






Beatriz Gonçalves: é grande a satisfação do grupo diante da possibilidade de dar uma
contribuição efetiva em defesa da natureza. Esse é o marco
maior deste desafio


E o balanço é favorável ao meio ambiente. Até o momento já foram criadas e encontram-se em fase de implementação sete unidades de conservação do grupo de Uso Sustentável (corresponde a categorias que permitem o uso direto sustentável dos recursos naturais) e outras quatro do grupo de Proteção Integral (corresponde a categorias que permitem apenas o uso indireto dos recursos naturais). Isso abrange, respectivamente, 7,89% e 1,04% da área estadual.


Existem ainda onze (UCs) Unidades de Conservação planejadas, com categorias ainda não definidas. Algumas destas unidades estão incluídas em um plano estadual de desenvolvimento de pólos de ecoturismo. Já as UCs criadas pelo governo federal em território tocantinense somam dez. Sete são de Uso Sustentável e três são de Proteção Integral.


?Somadas estas áreas? – diz a bióloga Beatriz Gonçalves – ?podemos constatar que o Tocantins fez uma poupança de grande valor ambiental e, conseqüentemente, também de grande valor econômico e social. Haja vista que nestas unidades o Cerrado apresenta-se em suas mais diversas formas, com alto grau de diversidade de fauna e flora, endemismos e ocorrência de várias espécies em risco de extinção”.


E continua a diretora executiva da Associação Onça d}Água: ?Diante de tantas potencialidades, percebemos um quadro de extrema carência de ações e resultados que possam lapidar essa riqueza objetivando uma conversão desse patrimônio em melhoria na qualidade de vida da sociedade tocantinense?.


Tarefa difícil


Angélica Beatriz explica que criar unidades de conservação para garantir a proteção da biodiversidade é uma estratégia adotada mundialmente, mas não tem sido das tarefas mais fáceis. “No Brasil sabemos que o grande problema das unidades de conservação é de ordem estrutural. Elas são criadas com louvor, mas são atiradas à própria sorte. São poucos os investimentos para sua implementação e manutenção” reclama Beatriz.


No Brasil, e também no Tocantins, as dificuldades passam sempre pela fragilidade das políticas institucionais de gestão de UCs, que é também característica de um quadro de recursos humanos com incipiente capacitação no setor.


Alguns entraves


A implantação de unidades de conservação enfrenta inúmeros entraves e de modo geral os que mais se destacam são:



? A dependência de vontade política para criar e viabilizar fundos para regularização fundiária e manejo;
? O número insuficiente de profissionais com qualificação técnica específica na estrutura organizacional dos organismos gestores;
? A falta de domínio em práticas comunitárias participativas capazes de integrar a sociedade e dividir responsabilidades durante os processos de planejamento e gestão.


Onça d}Água


Todo esse quadro socioambiental foi levantado pela Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente do Estado. E foi diante deste quadro – explica Beatriz – que nasceu a ONG Onça d}Água, ?justamente de olho nestas potencialidades e dificuldades, mas com o pensamento otimista de ver continuada a preservação e a boa utilização dos recursos naturais do Tocantins?. Relata a líder da Onça d}Água, que há um ano um grupo de profissionais amadureceu uma antiga idéia que resultou na criação da associação de apoio à gestão e ao manejo das Unidades de Conservação do Estado, com o objetivo de fornecer subsídios técnicos que tornem viáveis tanto no âmbito econômico quanto social as atividades humanas nas UCs.


O grupo é composto por profissionais de diferentes formações e experiências diversas em conservação ambiental que dedicam parte de seu tempo para a causa ambiental como voluntários. No primeiro ano de existência a associação tratou de organizar e consolidar sua estrutura administrativa e aprovou um plano de ações cuja meta principal baseou-se na difusão de informações sobre temas ambientais com enfoque especial às unidades de conservação, sua importância, objetivos e contexto estadual. Também neste primeiro ano a associação obteve o título de Oscip – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.


Para o ano de 2004, o trabalho da Onça D’água vai estar concentrado na busca de credibilidade e parcerias para implantação de pequenos projetos envolvendo ações educativas e de sensibilização direcionadas à proteção e estímulo à não comercialização de animais silvestres. E mais: para a orientação e capacitação da prática do ecoturismo e da produção sustentável junto aos moradores da zona rural no entorno das Unidades de Conservação.


Por que Onça d}Água


A ?inspiração? para a escolha do nome da Associação foram as ariranhas (Pteronura brasiliensis), uma espécie de origem sul americana, ativa e alegre, ameaçada de extinção, e que encontrou nos ambientes do Parque Estadual do Cantão um refúgio ideal para sua sobrevivência. Onça D’água é o nome utilizado por indígenas para denominar as ariranhas, cuja imagem elegemos como símbolo de conservação.


Associação Onça D’água
oncadagua@yahoo.com.br
Fax: (63) 216.1095 Palmas / TO

Isac Braz, presidente do Naturatins - ENTREVISTA

Pesca esportiva no Tocantins

4 de março de 2004

Isac Braz mostra como a pesca esportiva pode fazer parte do desenvolvimento sustentável

 







Isac Braz da Cunha: a solução para acabar com a pobreza é o desenvolvimento sustentável . A pesca esportiva é um dos principais instrumentos

FMA – Como o senhor vê a pesca esportiva como atrativo turístico?
Isac Braz –
Além de ser um atrativo turístico a pesca esportiva é um gerador de divisas, pois movimenta atualmente milhões de dólares no mundo inteiro. Nesta modalidade, os amantes da pesca viajam para vários países buscando este prazer. O Estado do Tocantins é um desses lugares, com um enorme potencial de peixes e notadamente espécies importantes para a prática da pesca esportiva como o tucunaré, aruanã, cachorra e o tão conhecido pirarucu, que fazem do nosso estado um atrativo importantíssimo.


FMA – Qual a melhor região em Tocantins para a pesca esportiva?
Isac Braz –
Temos várias regiões interessantes. A região do Cantão, próxima a Ilha do Bananal, é dotada de centenas de lagos que quando liberados para a pesca esportiva oferecerá oportunidades de empregos e rendas a diversos setores.


FMA – E quando haverá essa liberação?
Isac Braz –
O governo do Tocantins, por meio do Naturatins, está coordenando os estudos ambientais desta região, que dará todas as condições para que os investidores possam atuar no setor da pesca esportiva, a exemplo do que foi visto no Amazonas recentemente. Nossos técnicos visitaram a “Rio Negro Lodge”, uma pousada que recebe 1.000 turistas americanos por temporada de pesca, faturando quatro milhões de dólares/ano somente com a pesca do tucunaré. A bacia do rio Araguaia com os seus inúmeros lagos tem potencial para tudo isso, e neste sentido o governo do Tocantins não tem medido esforços para consolidar o pólo ecoturístico, sendo este um dos nossos principais atrativos.


FMA – Há estudos das condições dos rios e do estoque pesqueiro?
Isac Braz –
Boa lembrança, pois quero fazer apelo aos órgãos federais, especificamente ao Ibama e à Secretaria Nacional de Pesca, que voltem seus olhos para o rio Araguaia, pois a pesca profissional tem sido alvo de preocupação. É preciso urgentemente fazer um estudo dos estoques pesqueiros, detalhando as espécies, o período de reprodução e também o tamanho dos peixes que são capturados. Isso é de muita importância para um planejamento eficiente.


FMA – Como fica a situação dos pescadores profissionais?
Isac Braz –
A verdade é que o pescador precisa sobreviver, e para isso ele precisa do apoio das instituições. A pesca profissional em rios de água doce precisa ser reavaliada, pois os peixes estão sendo dizimados.
Esses rios, por serem na maioria federais, têm que ser monitorados pelos órgãos federais. Os órgãos estaduais podem fazer muito pouco, ou melhor, não podem fazer nada.


FMA – O que o estado tem feito neste sentido?
Isac Braz –
Veja, o Tocantins é um dos poucos estados que possuem o zoneamento agro-industrial. Com isso estamos preservando nossas matas ciliares, evitando o assoreamento dos rios, sendo estes fatores que mais afetam a ictiofauna.
Volto a afirmar que a solução para acabar com a pobreza é o desenvolvimento sustentável, e a pesca esportiva é um dos principais instrumentos.

Tocantins: o garimpo e o ambiente

Garimpos na mira do governo do TO e do Ministério Público

11 de fevereiro de 2004

Termo de Ajustamento de Conduta deverá ser apresentado aos garimpeiros pelo Naturatins e MP









O ouro existente em Chapada da Natividade é muito fino e de extração difícil. Chamado de filão, este tipo de ouro fica oculto em pedras, que precisam ser escavadas e quebradas. O ouro surge como uma poeira e por isso precisa de muito mercúrio e cianeto para conseguir se agrupar e virar uma pepita. “Como eles não possuem técnicas especiais para trabalhar com este tipo de extração, acabam utilizando exageradamente os produtos químicos”, explica Juliate. Não é preciso ser ambientalista para saber que estes produtos poluem o solo, a água, a vegetação e tudo o que estiver no caminho, comprometendo inclusive a saúde dos próprios garimpeiros.


O promotor de Justiça João Alves de Araújo, que responde pela comarca de Chapada da Natividade, foco central da ação dos dois órgãos, explica que está em andamento um inquérito civil para apurar os crimes ambientais praticados pelos garimpeiros. “Em agosto, vamos fazer nova inspeção na área e promover algumas reuniões para explicar a situação”.


O promotor adianta que a não aceitação do Termo ou o seu descumprimento terá como conseqüências a interdição dos garimpos. “Não podemos mais tolerar esta situação, pois a área explorada só tende a aumentar, aumentando também os prejuízos ambientais”.


Outros danos


Os danos provocados pelo garimpo não são apenas ambientais. Araújo faz uma análise mais ampla do problema e explica que regiões como essa atraem pessoas que cometem crimes em outras localidades procuram nos garimpos o refúgio que precisam para ficar impunes. A prostituição, inclusive de menores, também é comum em áreas de garimpo. “Nestas áreas existe todo tipo de problema social, que precisa ser solucionado separadamente, pois não adianta se pensar só no meio ambiente, antes temos que saber o que fazer com todas as pessoas que vivem direta ou indiretamente daquela situação”.


Neste sentido, o Ministério Público está trabalhando em parceria com vários outros órgãos, inclusive com criação de conselhos tutelares para trabalhar com as crianças e adolescentes que vivem no local. Outras ações pretendem diminuir o consumo e o tráfico de drogas, além da prostituição. “Estamos promovendo ações com vários focos, para então pensarmos melhor na natureza”, disse Araújo.


A maioria das 300 pessoas que vivem em busca de ouro na Chapada da Natividade não têm instrução e estão em áreas cuja exploração do solo pertence a grandes mineradoras. “A situação deles é completamente irregular. Não possuem requerimento para uso do subsolo e nem qualquer tipo documento expedido pela União ou pelos órgãos ambientais” explica Juliate.


Depois de Chapada da Natividade, outros garimpos nos municípios de Almas, Dianópolis, Monte do Carmo, Natividade, São Valério e Jaú serão visitados pelo Ministério Público e técnicos do Naturatins.








Tocantins promove 8ª Semana Ambiental

10 de fevereiro de 2004

Naturatins consegue bons resultados ambientais fiscalizando, conscientizando e ensinando. Mais do que multando














 


O coordenador de Fiscalização do Naturatins, Idalto Vespúcio Juliate, explica que a fiscalização não diminuiu. Pelo contrário, as equipes estão trabalhando em regime de plantão 24 horas. “O que acontece é que nosso foco central não é multar, apreender e autuar o cidadão, mas conscientizar e chamar a responsabilidade de quem for flagrado praticando algum crime ambiental”, explica. Ele informou também que existem pessoas que são mais difíceis de serem sensibilizadas e que nestes casos a multa é a melhor arma. Para o coordenador de Fomento e Educação Ambiental, Antônio Santiago, hoje, aqueles que insistem neste tipo de agressão têm plena consciência de que estão agindo ilegalmente. “Mas, nosso grande desafio é mostrar a estas pessoas que elas não podem praticar tais ações por medo de serem punidas, mas porque terão um enorme prejuízo a médio e longo prazo se continuarem depredando a natureza”.


A semana


Eventos como a Semana do Meio Ambiente, que está em sua 8ª edição, servem justamente para que a população seja levada à reflexão. Com a promoção de espetáculos de dança, trilhas ecológicas, palestras e oficinas, estudantes, donas de casa e profissionais liberais são envolvidos numa atmosfera “ecologicamente correta” e acabam aprendendo que vale a pena preservar e, mais do que isso, ser um defensor da natureza.


Entre as oficinas apresentadas durante o evento, as mais procuradas foram as de reciclagem de materiais que tinham o lixo como destino. A dona de casa Maria Odete Persicotto, participante da oficina de Produção de Peças Artesanais com Pet (embalagens plásticas de refrigerante), se disse muito satisfeita com tudo que estava vendo. “Estou aprendendo a aproveitar as garrafas que iam parar no lixo e estou vendo porque todo mundo deve fazer sua parte”. Maria Odete se disse impressionada com as exposições, onde foram mostrados os efeitos da degradação. “Nós podemos ficar sem água, sem ar puro e até sem comida se continuarmos agindo sem respeitar o meio ambiente”, constatou.


Durante o evento, foi feita distribuição de sementes de plantas nativas do cerrado e de material de divulgação de programas e projetos ambientais desenvolvidos pelos órgãos competentes. Também foram feitas palestras sobre sustentabilidade, ecoturismo, fiscalização ambiental, legislação ambiental, tratamento de água e montagem de acampamento com mínimo impacto ambiental.


Convênio de parceria


Dentro da programação da Semana do Meio Ambiente, a Seplan e o Naturatins assinaram convênio de parceria com o Instituto de Pesquisa da Amazônia (INPA). O convênio vai possibilitar a regulamentação e incrementação de pesquisas nas unidades de conservação do Tocantins.


No mesmo ato da formalização do convênio, o INPA apresentou o resultado de estudos da ictiofauna (fauna aquática) do rio Araguaia na região do Cantão. “Este estudo é o mais completo já realizado em um trecho do rio Araguaia”, anima-se o diretor.


Queimadas: o legal é mais barato


O Ibama lançou, dentro da programação da Semana do Meio Ambiente, a campanha educativa “O legal é mais barato”, apresentando as vantagens de se fazer a queimada autorizada ou procurar formas alternativas de fazer a limpeza de áreas a serem plantadas. O Ibama já havia feito o lançamento prévio da campanha durante a deflagração do programa de combate e controle de queimadas, realizado em maio.


O instituto distribuiu material explicativo, mostrando que não respeitar a legislação pode doer na parte mais sensível do corpo humano: o bolso. Para ilustrar o quanto a queimada ilegal pode custar caro para o agricultor, técnicos do Ibama explicaram que para queimar uma área de 13 hectares ele pagará R$ 3,50 por hectare. Entretanto, se for caracterizada a queimada ilegal a multa é de R$ 1.000 a R$ 1.500 por hectare.


Como o Tocantins está entrando nos meses mais críticos em relação às queimadas, o Ibama aproveitou o momento em que as questões ambientais estavam sendo amplamente discutidas para relançar a campanha, que deverá percorrer as principais cidades do estado, no intuito de estimular o produtor rural a procurar orientações junto ao órgão competente antes de atear fogo em sua propriedade.


Incineração


Também fez parte da programação da Semana do Meio Ambinete, a incineração de material de pesca predatória apreendido pelo Naturatins e Companhia Independente de Polícia Ambiental (Cipama). O material incinerado corresponde a apenas quatro meses de trabalho das equipes de fiscalização nos sete municípios banhados pelo lago da usina Luís Eduardo Magalhães (Lajeado, Miracema, Tocantínia, Palmas, Porto Nacional, Brejinho de Nazaré e Ipueiras).


Novo Modelo de Licenciamento


A Seplan e o Naturatins encerraram a programação da Semana do Meio ambiente com a apresentação de um Modelo de Licenciamento de Propriedade Rural (LPR), que são autorizações de desmatamento e averbação de reserva legal, através de instrumentos e sensoriamento remoto e imagens de satélite. Numa linguagem mais simples, o LPR é uma forma de possibilitar os licenciamentos de atividades na propriedade rural sem que seja necessária a vistoria de campo, uma vez que se utiliza imagens de satélite para a verificação da cobertura vegetal na propriedade em questão.


O LPR já está sendo utilizado no Estado do Mato Grosso, onde obtém excelentes resultados, por isto o modelo está sendo apresentado por técnicos do Ministério do Meio Ambiente para ser replicado em toda a Amazônia Legal. A apresentação foi feita pelo diretor da Fundação Estadual de Meio Ambiente do Mato Grosso (Fema-MT), Paulo Leite.









Tocantins quer ampliar áreas produtivas

3 de fevereiro de 2004

  Desenvolvimento com preservaçãoO primeiro passo para conseguir atingir a meta estabelecida no início da gestão do secretário Raimundo Nonato Pires dos Santos já está sendo dado. Um levantamento de todas as áreas agricultáveis do Tocantins está sendo iniciado e deverá apontar os municípios que poderão ter a produção ampliada ou receber investimentos para desenvolver… Ver artigo

 




Desenvolvimento com preservação
O primeiro passo para conseguir atingir a meta estabelecida no início da gestão do secretário Raimundo Nonato Pires dos Santos já está sendo dado. Um levantamento de todas as áreas agricultáveis do Tocantins está sendo iniciado e deverá apontar os municípios que poderão ter a produção ampliada ou receber investimentos para desenvolver alguma cultura. Além de levantar as áreas produtivas, os técnicos da secretaria pretendem ainda saber quais as vocações de cada região. De toda a vegetação do estado 87,8% é Cerrado.


Uma das regiões a ter prioridade nesse levantamento é o Leste, que compreende o Jalapão, famoso por seus desertos e lagos. A proposta é delinear rumos para o desenvolvimento da área, alicerçado na preservação do meio ambiente. O Jalapão, caracteriza-se por ser uma zona de transição entre a caatinga e o deserto, necessitando de manejo especial para o crescimento sócio-econômico da população.


O Jalapão já foi alvo de matérias publicadas em várias revistas de circulação nacional, sempre apontado como uma região de beleza rara e ideal para quem gosta de conciliar a natureza com a prática de esportes radicais. O mais novo garoto-propaganda da região é o ator Antônio Fagundes, que nas entrevistas de divulgação do filme Deus é Brasileiro – que teve locações também no Tocantins – não se cansa de elogiar a beleza do lugar.


Mas nem só de belezas naturais vive o Jalapão. Os municípios da região são pobres, vivem basicamente do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e não produzem nada ou quase nada. “A intenção é mudar esta realidade, ajudando estes municípios a desenvolverem projetos agrícolas, respeitando todas as questões ambientais”, disse Ruiter Pádua.

Peixe Vivo do Tocantins

Projeto estuda hábitos do pirarucu

2 de fevereiro de 2004

Naturatins e Unitins se unem para resgatar peixes encalhados depois do período das chuvas nas lagoas e canais de irrigação e para pesquisar seus hábitos

Implantado há cinco anos, o Projeto Peixe Vivo entra numa nova fase. Além de promover o resgate de peixes que ficam encalhados nos lagos e rios temporários e nos canais de irrigação, o projeto está monitorando, com o uso de chips e dardos transmissores, os hábitos e costumes do pirarucu, espécie ameaçada de extinção.

Promover o resgate de peixes que ficam encalhados durante o período de seca. Há cinco anos esta tem sido a rotina do Projeto Peixe Vivo, mantido pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). O projeto apresenta resultados bastante significativos, principalmente no que se refere ao resgate de pirarucus, espécie ameaçada de extinção.
Em outubro, o Peixe Vivo deu um passo a mais e o pirarucu também é o alvo da nova fase do projeto, desenvolvida em parceria com a Universidade do Tocantins (Unitins). Nesta nova etapa, 24 peixes que foram resgatados no município de Ipueiras, a 180km de Palmas, receberam chips e dardos transmissores que estão possibilitando o monitoramento de todas as suas atividades desses indivíduos. Durante anos a única preocupação do projeto era garantir a sobrevivência da espécie, alvo constante de pesca predatória por ter a carne bastante apreciada. No período de estiagem, que dura aproximadamente seis meses por ano, os peixes ficam encalhados em pequenas lagoas formadas durante as cheias dos rios, se tornando presas fáceis. Funcionários do Naturatins percorrem os principais locais onde acontece o encalhe, promovendo o resgate e levando os peixes de volta aos rios.

A bióloga Shirley Barbosa Feitosa, que acompanha esta nova fase do projeto, explica que o material implantado nos peixes vai possibilitar saber hábitos e costumes do pirarucu, imprescindíveis no trabalho de preservação da espécie. "É importante saber porque esta espécie volta sempre para os mesmos lugares, em quanto tempo se tornam aptos para reproduzirem, como acontece e quanto tempo demora a desova e outros dados que ainda não sabemos", diz.
Ela explica também que vários projetos em estados da região amazônica têm como objetivo a preservação do pirarucu, mas nunca sua rotina foi monitorada. Além dos dados que serão coletados através dos chips e dardos transmissores, a bióloga informa que foram coletadas amostras de sangue e escamas dos peixes. "Este material possibilitará informações fisiológicas sobre a espécie, o que complementará o registro de informações".

Produção comercial
As informações coletadas sobre a espécie não têm apenas caráter ambiental. Além de garantir a preservação dos indivíduos que vivem na natureza, o projeto pretende subsidiar os criadores, estimulando a instalação de projetos de piscicultura que queiram investir na criação de pirarucus. "Já existem alguns projetos que têm esta finalidade, mas sem informações científicas sobre a espécie fica difícil", informa Shirley.
A carne do pirarucu é muita apreciada em toda a região amazônica. A carne fibrosa é geralmente cortada em mantas e desidratada com sal, fazendo com que seja conhecido como "bacalhau de água doce". Para Shirley, esta nova fase do projeto Peixe Vivo é um primeiro passo que pode contribuir muito para o fim da pesca predatória. "Se subsidiarmos os projetos de criação em cativeiro e disponibilizarmos o produto comercialmente, reduziremos em muito a pesca predatória, tirando a espécie do risco de extinção", analisa.

Outras espécies
Não é só o pirarucu que é alvo do resgate das equipes do Naturatins. Outras espécies, inclusive o surubim, cuja pesca é proibida em qualquer período do ano dentro do Estado do Tocantins, também são resgatados. Segundo o coordenador de fiscalização do Naturatins, Idalto Vespúcio Juliate, que comanda as equipes de resgate, todos os peixes que ficam encalhados nas pequenas lagoas são levados de volta ao rio. "Todas as espécies fazem parte de um ecossistema, que precisa de cada uma delas para manter seu equilíbrio. Nas lagoas, quando não são capturados por pescadores, os peixes podem morrer de fome", explica. Além disto, os peixes que ficam encalhados sofrem com a falta de refúgios para reprodução, com as barreiras aos movimentos migratórios dos cardumes e da redução dos níveis de oxigênio dissolvido.

Como todos os projetos do Naturatins, a Educação Ambiental faz parte do processo. "Não adiante fazer nenhuma ação sem informar a comunidade sobre a importância daquilo que estamos fazendo e pedir seu envolvimento", diz Idalto. Seguindo esta máxima, além do resgate dos peixes, o projeto e as equipes de salvamento orientam os agricultores sobre o encalhe dos peixes nos canais de irrigação, sugerindo a construção de canais escoadores e lagoas de escape.

Projeto Peixe Vivo 2002
Peixes resgatados nos últimos
quatro meses nos lagos e
rios temporários e canais de irrigação
nos municípios de Formoso do
Araguaia e Lagoa da Confusão.
339 pirarucus
194 surubins
45.300 peixes de espécies diversas

Parcerias para gestão das unidades de conservação

Parques estaduais do Tocantins serão privatizados

2 de fevereiro de 2004

O presidente do Ibama, Rômulo Mello, já tinha dado o recado: só as parcerias vão mudar o perfil das unidades de conservação. Agora o governo do Tocantins deu um passo a frente: todos os parques estaduais do estado podem ser administrados pela iniciativa privada. Com esse objetivo, uma comitiva composta pelo presidente do Instituto Natureza… Ver artigo

O presidente do Ibama, Rômulo Mello, já tinha dado o recado: só as parcerias vão mudar o perfil das unidades de conservação. Agora o governo do Tocantins deu um passo a frente: todos os parques estaduais do estado podem ser administrados pela iniciativa privada. Com esse objetivo, uma comitiva composta pelo presidente do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Isac Braz da Cunha; diretor de Desenvolvimento Sustentável do Naturatins, Alexandre Rodrigues; o diretor de Meio Ambiente da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, Belizário Franco Neto; e o diretor do Parque Estadual do Cantão, Ricardo Ferrão, fez uma visita técnica de três dias ao Parque Nacional de Foz do Iguaçu (PR) para conhecer seu sistema de gestão e fazer contatos com empresas que prestam serviços nessa área, além de manter encontros com a equipe do Ibama local, responsável pelo parque.


O Tocantins possui 11 unidades de conservação, entre parques e áreas de proteção. Destas, apenas um parque, o do Cantão, possui plano de manejo e infra-estrutura mínima capaz de receber visitantes. A falta de recursos para investir nas unidades de conservação faz com que fiquem abandonadas ou comecem a receber visitantes sem o devido acompanhamento, implicando inevitavelmente prejuízos ambientais. Um exemplo desta realidade é o Jalapão, que tem projetado o estado em nível nacional graças à beleza de sua região que combina áreas desérticas com lagos e vegetal exótica.


Jalapão e Cantão
O Jalapão recebe anualmente centenas de pessoas atraídas pela sua geografia singular, propícia para realização de ralis e passeios off road. O problema é que sem o plano de manejo e o devido acompanhamento técnico a exploração contínua do local leva inevitavelmente à depredação. “O plano de manejo indica, entre outras coisas, quais os pontos que podem receber visitantes e qual a capacidade de visitação de cada um destes pontos”, explica o presidente do Naturatins, Isac Braz da Cunha.
Segundo Isac, a visita a Foz do Iguaçu foi bastante proveitosa porque a comitiva pode ver como funciona a exploração turística feita pela iniciativa privada. O Cantão foi escolhido para ser o primeiro a passar para a gestão privada porque já conta com uma infra-estrutura mínima. O próximo passo é dotar o parque de uma pista de pouso, um porto e fazer as trilhas ecológicas. Depois disto, será possível convidar algumas empresas do setor ecoturístico para conhecer o local, estudar seu potencial econômico e então partir para as negociações. Todo este processo levará pelo menos 12 meses.


A exemplo do que acontece em Foz do Iguaçu, a empresa interessada em explorar comercialmente o parque deverá respeitar rigorosamente seu plano de manejo e será fiscalizada pelo órgão ambiental do estado. A vantagem deste tipo de parceria é que o governo não tem condições de injetar recursos para dotar os parques da infra-estrutura. Aí que entra a iniciativa privada. “As empresas têm mais condições para inovar. São menos burocráticas. Além disto, o poder público fica livre para investir mais e melhor na fiscalização”, observa bastante otimista o presidente do Naturatins. E acrescenta: “Só visitando locais de tanta beleza como o Cantão é que o visitante vai perceber a importância da preservação”, avalia. Isac Braz da Cunha explica que o visitante quer, ao mesmo tempo, ter contato direto com a natureza, conforto e passeios com atrativos. E tudo isto, só a parceria com a iniciativa privada pode proporcionar.

Queimadas

Tocantins repensa ações de combate às queimadas

29 de janeiro de 2004

Repensar todas as ações de prevenção e combate às queimadas. Esta é a primeira medida da Coordenadoria de Monitoramento Ambiental do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) que comanda o Comitê Estadual de Combate às Queimadas. Reuniões para redimensionar todo o trabalho do comitê já estão sendo realizadas, desde a verificação de que o Tocantins não… Ver artigo

Repensar todas as ações de prevenção e combate às queimadas. Esta é a primeira medida da Coordenadoria de Monitoramento Ambiental do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) que comanda o Comitê Estadual de Combate às Queimadas. Reuniões para redimensionar todo o trabalho do comitê já estão sendo realizadas, desde a verificação de que o Tocantins não só não conseguiu sua meta de diminuir em 30% o número de queimadas neste ano como ainda subiu de quinto para terceiro lugar no ranking dos estados que mais queimam.


O Tocantins registrou um aumento de 50% no número de focos de calor só no mês de setembro. Em 2001 foram registrados 4.837 focos e no mesmo período deste ano foram detectados 7.329 focos. Nos últimos nove meses foram marcados em todo o país 144.070 focos de calor, sendo que 11.497 estavam no território tocantinense, fazendo com que o estado fechasse o período em terceiro lugar, atrás apenas dos estados do Pará (14.447) e do Mato Grosso (12.929).


Karina Rodrigues, que assumiu a coordenadoria e a presidência do Comitê, explica que não adianta tentar elaborar plano de combate aos focos de calor sem antes fazer uma avaliação profunda das ações que deram certo e, principalmente, das que não surtiram o efeito esperado. “Precisamos repensar todas estas questões, reestruturar as brigadas de combate a incêndios e os projetos de educação ambiental para que consigamos resultados positivos”, diz.


A partir das primeiras avaliações, Karina informou que um ponto já está bem claro: não se consegue prevenir queimadas sem que haja uma participação efetiva das prefeituras. “Percebemos que onde as prefeituras são nossas parceiras, as brigadas conseguiram obter bons resultados e até reduzir os focos de calor”. O municípios tocantinenses com o maior registro de focos de calor foram Formoso do Araguaia (625), Ponte Alta do Tocantins (454), Lagoa da Confusão (419), Paranã (387) e Rio Sono (367). Além de ações que precisam ser revistas, a natureza também contribuiu para o aumento no número de queimadas. O vento forte e o longo período de estiagem são fatores que ajudam a espalhar o fogo, dificultando o combate.


A coordenadora afirma que está sendo feito todo um redimensionamento do trabalho das brigadas, no sentido de que trabalhem em outras áreas durante o período chuvoso. “Temos que envolver estas pessoas em outras ações, inclusive de áreas diferentes para que se mantenham sempre em atividade”. Durante este mês foram realizadas reuniões para envolver as brigadas em ações de combate ao mosquito transmissor da dengue.


Afinado com as decisões da nova coordenadora, o presidente do Naturatins, Isac Braz da Cunha, diz que não adianta fazer previsões aleatórias sobre a redução do número de focos de calor sem que todos os órgãos e entidades envolvidos nesta questão estejam falando uma mesma língua. “Naturatins, Cipama, Ibama, Prevfogo, Proarco, brigadas e prefeituras têm grande interesse em acabar com a prática das queimadas. O que precisamos fazer é colocar na mesa as experiências de cada órgão, fazer uma autocrítica sobre onde estamos errando e só então elaborar um plano realmente eficiente para ser colocado em prática no próximo ano”, sugere.


Para o coordenador regional do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) Raimundo Noleto, o problemas das queimadas, que muitas vezes se transformam em incêndios florestais, é cultural. “Os índios que habitam os parques e reservas continuam utilizando as queimadas para renovar as pastagens e limpar áreas de horta e isto acaba ocasionando incêndios”, informou.


Kairna conclui dizendo que não adianta lamentar o fato do Tocantins ter subido sua posição no triste ranking dos estados que mais queimam. “Precisamos aprender com isto e tomar providências acertadas para mudar esta realidade que traz prejuízos para todos”. À primeira vista, ela prevê que deverão ser intensificadas as ações de conscientização, uma vez que o melhor remédio contra as queimadas é a prevenção. “Também estaremos buscando parcerias mais firmes com as prefeituras, no sentido de reestruturar as brigadas”, acrescentou.


O que está acontecendo com a Terra? Kristina Michahelles responde


Tetê Duche – Rio de Janeiro
O que é efeito estufa? É verdade que as geleiras do mundo estão derretendo? Se o seu filho ainda não perguntou nada sobre estes temas, prepare-se. É verdade que os cientistas ainda estudam soluções para as mudanças climáticas que afetam o planeta, mas as crianças querem respostas para ontem.


Preocupada com essa repercussão no universo mirim, a jornalista Kristina Michahelles acaba de lançar o livro “O que está acontecendo com a Terra?”, editado e distribuído nacionalmente pelas livrarias do IBGE. Voltado para as crianças de sete a nove anos e da escola de nível fundamental, a questão do aquecimento global é abordada em linguagem bem simples. “Se não investirmos na consciência de quem é pequeno agora e ainda não tem a cabeça contaminada por conceitos ultrapassados, o nosso planeta não terá mesmo jeito”, afirma.


Para tornar o assunto mais didático, Kristina contou com o apoio do Centro de Documentação e Disseminação de Informação do IBGE, coordenado por David Wu Tai e com as ilustrações belíssimas de Mariana Massarani. São jogos interativos, decalques, palavras cruzadas, experimentos e desenhos para colorir que ajudam a entender por que os icebergs estão derretendo de um modo mais palatável. A autora acredita que a familiaridade com estes temas, é o que mais importa. “Querer que a criança saia sabendo toda a explicação científica do fenômeno seria uma pretensão. Mais tarde ela forçosamente aprenderá tudo em detalhes, na teoria e na prática”, explica Kristina Michahelles que já começou a escrever o próximo livro. Tema: água. Depois, seguirão outros sobre lixo, energia, e a vida nas cidades grandes. Se depender dela, as perguntas de nossos pequeninos não ficarão sem respostas.
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Livraria Virtual 
www.ibge.gov.br
Preço: R$ 15,00

As águas do Tocantins

Tocantins: José Alencar discute transposições em Palmas

12 de dezembro de 2003

Governador Marcelo Miranda: a transposição das águas da bacia do Tocantins irá ajudar muitos nordestinos e brasileiros

José Alencar parabenizou a iniciativa do governador em ajudar a acabar com a seca no Nordeste e disse que o Tocantins é um exemplo a ser seguido. “Há determinadas águas que são abençoadas. Eu creio que todo o Brasil precisa tomar das águas do Tocantins”, falou, bastante aplaudido. O vice-presidente elogiou ainda o trabalho do ex-governador Siqueira Campos realizado no Tocantins e em Palmas. “Esta é a primeira vez que visito o Estado e estou impressionado como a Capital mais nova do País que em pouco tempo se tornou uma das mais belas”, acrescentou.


Sobre o Programa São Francisco, José Alencar garantiu que não é um projeto acabado. “Vamos discutir todos os pontos do plano com bastante transparência”, afirmou.


De bacia para bacia
Para o vice José Alencar ?como o rio São Francisco tem pouca água imaginou-se tomar algum empréstimo da Bacia do Rio Tocantins?. Então através do PTTO – Projeto de Transposição das águas do Rio Tocantins será retirado de seus afluentes, um determinado volume de água da bacia do Tocantins que irá ser transferido, para a Bacia do São Francisco.


Antes de terminar sua exposição, o vice-presidente da República fez uma profissão de fé no mais novo estado da Federação: ?O Tocantins que nasceu ontem, numa região que não tinha grande presença em termos de obras e grandes potencialidades, é uma prova de que o Brasil pode. E quem duvidar disso é só vir conhecer Palmas e percorrer esse estado para entender do que o brasileiro é capaz?.


Tocantins participa de encontro de ONGs


Pela Secretaria de Estado e da Ação Social e da Fundação Cultural, o estado do Tocantins participou do FIOO 2003 – Fórum Internacional de Oscips e Ongs.


O Tocantins foi representado por Marli Miranda, representante da secretária de Trabalho e Ação Social, Dulce Miranda. O evento, aberto pela ministra da Ação e Promoção Social Benedita da Silva, terminou no dia 13 de setembro. A presença do Tocantins foi importante para conhecer melhor o terceiro setor e levar ao conhecimento das ONGs os pontos onde elas poderiam atuar no estado.


O Estado do Tocantins levou ao encontro um vídeo desenvolvido pela Fundação Cultural mostrando que além de belezas naturais abundantes, o Jalapão tem uma população bastante necessitada. Além do vídeo foi realizada uma pesquisa na região para fazer um mapeamento social.


A Secretaria da Ação Social está mostrando o caso específico do Jalapão por acreditar na necessidade de se investir na comunidade local, por meio de educação ambiental e treinamento, para tornar a exploração turística da região sustentada e mais eficiente.


O Jalapão é uma das regiões mais belas do Centro-Oeste, onde a natureza tem uma exuberância ímpar.
O objetivo é fortalecer o ecoturismo no Jalapão, pois ao tempo que a atividade pode minorar o estado de miséria em que se encontram os habitantes da área, vai ajudar na sua preservação e na criação de empregos.

Ecoturismo

Tocantins mostra potencial em duas frentes: na Câmara dos Deputados e na Europa

25 de novembro de 2003

Segundo o governador Marcelo Miranda, Tocantins tem interesse em atrair os turistas alemães, pois a Alemanha é o país com o maior número de turistas per capita no mundo. A cada ano, cerca de 300 mil turistas alemães visitam o Brasil. Isso se deve a três fatores principais: fugir do inverno muito forte por lá,… Ver artigo

Segundo o governador Marcelo Miranda, Tocantins tem interesse em atrair os turistas alemães, pois a Alemanha é o país com o maior número de turistas per capita no mundo. A cada ano, cerca de 300 mil turistas alemães visitam o Brasil. Isso se deve a três fatores principais: fugir do inverno muito forte por lá, o alto poder aquisitivo do povo alemão, e a grande alternativa que o Brasil oferece na área de ecoturismo, especialmente Tocantins com seus rios e praias, cachoeiras, florestas, cavernas e uma avifauna exuberante.


Em Brasília
Cláudia Mantovani e Robert Wellinghton, da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, e Isabela Campos, da Secretaria de Estado da Comunicação, foram os responsáveis pela exposição, que apresentou vídeos e o artesanato tocantinense, representado por peças do capim dourado e peças dos índios Karajá. Os visitantes tinham todas as informações sobre os novos roteiros turísticos tocantinenses, como o roteiro Místico, roteiro de Pesca Esportiva e o Histórico Cultural.


Para Cláudia Montovani, esta foi uma oportunidade de se mostrar o potencial econômico e turístico do Tocantins, já que o Distrito Federal é um dos maiores centros emissores de turistas para o estado. Ela lembrou que o Tocantins está inovando com o lançamento do primeiro roteiro integrado de turismo do Brasil. “O roteiro Místico do Coração do País apresenta cidades e atrações não só do Tocantins, mas de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso”, explicou Montovani. Ela adiantou ainda que no próximo Congresso da Abav – Associação Brasileira de Agentes de Viagens, um dos maiores eventos do ramo de Turismo do país, o Tocantins estará com um stand conjunto com os demais estados citados.


Unitins e Ibama estudam e protegem cavernas do Tocantins


A Fundação Unitins – Universidade do Tocantins – em parceria com o Ibama e com o Centro Nacional de Estudos, Proteção e Manejo de Cavernas vai desenvolver um trabalho de pesquisa e proteção de cavernas no Tocantins. No dia 14 de outubro uma equipe de pesquisadores da Unitins e do Ibama seguiu para Lagoa da Confusão, a 232 km de Palmas, onde duas cavernas foram identificadas.


O acordo entre Unitins e Ibama ainda está sendo detalhado. Uma vez assinado, permitirá o estudo, a catalogação e facilitará a preservação dessas estruturas naturais riquíssimas em fauna, com temperatura e umidade constantes e específicas. Além de garantir também, o registro de descobertas como ossos de grandes mamíferos do Período Plestocênico (10 mil a 1 milhão de anos atrás), tais como Megatérios, Toxodontes e Gliptodontes. Só a fauna das cavernas brasileiras tem mais de 600 espécies já classificadas e é considerada a mais rica da América do Sul.


No Brasil, existem 2.700 cavernas catalogadas pela SBE – Sociedade Brasileira de Espeleologia, concentradas no Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Paraná. No entanto, acredita-se que isso corresponda a menos de 10% do número total de cavernas existentes no país.


As cavernas são consideradas pela Constituição Federal (1988) patrimônio da União. Isto significa que a utilização destes ambientes para turismo, exploração mineral e outras atividades econômicas exigem obrigatoriamente a expedição de licença ambiental.