Tom do Pantanal

De Tom em Tom, a boa educação ambiental

5 de fevereiro de 2004

Tom da Mata, Tom do Pantanal e o próximo Tom já está em pauta: Tom da Amazônia


O primeiro Tom foi lançado há dois anos: o Tom da Mata, o projeto que abrange 400 escolas em oito Estados e no Distrito Federal. É voltado para a conservação da Mata Atlântica e a valorização da cultura brasileira. Nasceu de uma parceria entre Furnas, Fundação Roberto Marinho e Instituto Antonio Carlos Jobim. O segundo Tom acaba de nascer: é o Tom do Pantanal, um projeto de educação ambiental e musical para ser aplicado em escolas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Amazonas. Seu objetivo: promover educação ambiental de forma interdisciplinar, estabelecer articulações com instituições que atuem em áreas do Pantanal, conscientizar os estudantes para a preservação da maior planície alagada do planeta e também introduzir a cultura musical brasileira com ênfase na obra do maestro Tom Jobim e no repertório de artistas locais. E o terceiro Tom nasceu em pleno lançamento do Tom do Pantanal. Nasceu durante a solenidade, realizada dia 19 de março, no auditório da CNI, em Brasília, depois de um cochicho entre a ministra do Meio Ambiente, a acreana Marina Silva, que presidia a solenidade, o presidente de Furnas, José Pedro Rodrigues, e o diretor da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto. Feitas as consultas de lado a lado, bastou um telefonema para a ministra Dilma Rousseff, das Minas e Energia, que estava na Granja do Torto em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para vir a confirmação: estava autorizado o Tom da Amazônia. Todos que enchiam o auditório da CNI, estudantes, autoridades e representantes ambientais da região – aplaudiram. E aplaudiram mais ainda quando puderam ver as belas imagens do Pantanal produzidas por Cláudio Savaget, a apresentação de Cláudio Heinrich, do Globo Ecologia, e sobretudo a “canja” de Almir Sater – e seu grupo de violeiros – que deu um show de simpatia cantando belas canções pantaneiras. Almir Sater e o poeta Manoel de Barros fazem parceria com Tom Jobim na série de dez programas do Tom do Pantanal. De verdade, uma belíssima iniciativa. Para aplaudir sempre.


O maestro e compositor Tom Jobim era um apaixonado pela natureza e algumas das suas mais belas composições cantavam a Mata Atlântica. O Tom da Mata (2000-2001-2003) é um projeto de educação ambiental para escolas do ensino fundamental que utiliza a música de Tom Jobim para conscientizar a sociedade, e em especial a comunidade escolar, em defesa da Mata Atlântica, importante ecossistema do país e patrimônio natural dos mais ameaçados do mundo. Esse projeto abriu caminho para o Tom do Pantanal, que é um projeto de educação ambiental e musical que consiste na concepção e produção e implementação pedagógica de um kit educativo a ser distribuído em 800 escolas da rede pública, dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Amazonas, Tocantins, Paraná, Goiás e Distrito Federal. O projeto deve atender 400 mil alunos e cerca de 1.600 professores capacitados para a aplicação do material em sala de aula.
O kit do projeto é composto de uma série de vídeos – um de apresentação, dois de capacitação e dez temáticos para uso em sala de aula; CD com músicas de Tom Jobim e de compositores representativos da região pantaneira; caderno de orientação para professores e CD-Rom com conteúdo da série e um jogo educativo com elementos do Pantanal, para estimular a curiosidade e a descoberta das características do meio ambiente de cada localidade.


Objetivos
O Tom do Pantanal tem os seguintes objetivos: promover a educação ambiental e musical nas escolas de forma interdisciplinar; sensibilizar a sociedade para a importância de preservar o Pantanal e disseminar o conhecimento de sua cultura regional; estabelecer articulações com instituições públicas e privadas que atuem em áreas do Pantanal.
Usando a água como fio condutor, o projeto aborda aspectos sócios-ambientais como a flora, a fauna, a pesca, a cultura regional e o ecoturismo. O Tom do Pantanal dá ênfase às ações educativas já existentes na região e também alerta para as principais agressões ao meio ambiente, sugerindo medidas que possam reduzir seus efeitos e contribuir para a preservação desse ecossistema.


ENTREVISTA – Hugo Barreto, Secretário Geral da FRM


FMA – Como a escola pode adquirir um kit do projeto Tom do Pantanal?
Hugo Barreto –
No momento não há disposição de kits para doação, mas a escola poderá se cadastrar por
e-mail – fundacao@frm.org.br -. Para maiores informações, são estes os telefones dos responsáveis pelo projeto:
(21) 2502-3233 / 3232-8862 /8864 / 8901.


FMA – O projeto Tom do Pantanal é direcionado também para escolas particulares?
Hugo Barreto –
Não. Como é um projeto incentivado pelo governo federal, destina-se apenas a escolas públicas de 5ª a 8ª séries.


FMA – O projeto Tom do Pantanal pode ser trabalhado com alunos do Ensino Médio?
Hugo Barreto –
Sim, mas como ele foi concebido para ser usado apenas pelos alunos do Ensino Fundamental (de 5ª a 8ª séries) a sua grade de conteúdo e linguagem não está adequada ao Ensino Médio.